terça-feira, 30 de novembro de 2010

CONVERSA INACABADA!


Na desmesurada sabedoria da minha juventude… eu não hesitaria em dizer quem é o “homem”… “ser humano”. Actualmente… depois de inúmeras reflexões e estudos e das mais variadas vivências… com muita humildade… tenho de resignar-me a dizer que não sei.
Eu não sei quem é o homem! Eu conheço e vivo Jesus Cristo mas não consigo compreender quem é Deus! Eu não conheço o Mundo!… E quanto mais tento aprofundar as minhas experiências e saberes… mais oportunidades encontro de testar a minha incomensurável ignorância.
Mas não sou única!... Há dias, encontrei a minha amiga Vanda que não via faz tempo. Depois de serenados os ânimos das manifestações alegres e entusiastas do encontro, resolvemos tomar um saboroso e tranquilizante chazinho para pormos a conversa em dia. E não sei como, talvez por termos gostos idênticos, demos connosco a falar sobre a melhor forma de viver a espiritualidade.
Neste contexto, dizia-me ela:
-“Eu cada vez percebo menos de tudo quanto vejo… o desconhecimento de Deus, da vida e das coisas, cada vez é maior. Mas também isso de pouco me interessa. Na minha forma de ser e estar, vou ultrapassando esta intempérie apostando viver lado a lado com o mistério… ou melhor dizendo… integrada no mistério… porque eu… embora infimíssima… também sou uma célula da humanidade.”
Depois da minha convicta concordância, continuou:
-“Pensar que ‘o mais importante é invisível aos olhos’ faz parte do meu dia a dia, em todos os seus momentos, e dá-me a oportunidade de, pelo menos, tentar olhar as pessoas que me rodeiam de forma amorosa e compreensiva, porque consigo vê-las com os olhos do meu coração ou sentimento.
No desenrolar da vida, há muitas situações em que não consigo fazer o que quero, e em vez de andar com a alegria e boa disposição desejada, sem saber como nem porquê, acabo por ser acometida por crises de insatisfação e mau humor que não consigo conter. E são estes meus comportamentos esquisitos de falta de auto-conhecimento e auto-controle que me levam a conviver melhor com as pessoas, mesmo sem as conhecer inteiramente, até porque já me convenci que não é possível… não posso ter a pretensão de conhecer os outros se não sou capaz de me conhecer a mim?
Depois… o ter de me desculpar das asneiras que vou fazendo… também me dá uma maior capacidade de desculpar os deslizes das pessoas com quem convivo. O reconhecimento e aceitação das minhas debilidades e fraquezas ajuda-me a compreender e aceitar as debilidades e fraquezas dos outros. É lógico!”
A importância do tema fez-me perder a noção de tempo… e tanta abertura… convidou-me a fazer silêncio… enquanto a explicação continuou:
-“As convicções religiosas têm que ser respeitadas. Cada um é como é! O caminho para chegar a Deus é diferente de pessoa para pessoa. E temos de respeitar o ritmo de cada um… ritmo que só Deus conhece. Quem se esforça por amar, aceitar e compreender… consciente ou inconscientemente, está com Deus que sempre será um mistério tão incompreensível quanto o homem! Eu… não consigo saber verdadeiramente quem é Deus… mas também não consigo viver sem ELE, porque ELE é parte integrante de mim e só o viver com ELE e para ELE me satisfaz.”
Olhamos o relógio… apreensivas… e… antes do beijo apressado de despedida, prometemo-nos, mutuamente, continuar a conversa… num outro qualquer dia!

Hermínia Nadais
herminia.nadais@sapo.pt

A publicar no "Notícias de Cambra

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O meu amigo Pekka


Pekka [Olavi Kaarakainen] é o meu amigo finlandês. (Diria: mais do que amigos, sentimo-nos irmãos.) Como se não bastasse ser finlandês, Pekka ainda por cima é engenheiro. É, pois, de natureza fria e racional.
Até há poucos anos atrás era ele um típico espécime de ateu. Acontece que, por força da profissão, viaja bastante, o que lhe tem permitido conhecer lugares e pessoas muito diferentes entre si.
Numa dessas viagens, cuja estadia no lugar de destino se prolongou no tempo, conheceu uma senhora já de idade, pobre, muito pobre, que quando mais nova e menos pobre havia assumido um compromisso de ajuda a necessitados e que mesmo quando ela própria necessitada, mantinha essa tarefa cheia de entusiasmo e genuína alegria.
Intrigado, Pekka quis saber o que a movia. E a senhora confiou-lhe que era o amor, o amor que vindo de Deus chega aos irmãos. Esse exemplo de vida tocou o coração do Pekka e ele descobriu Deus no amor.
Isto não é uma parábola. Esta estória, que não acaba aqui, mas mais não conto, é real. Para dizer que Deus conhece-se no amor. Deus não se conhece no infinito, porque nós não somos capazes de entender o infinito, e Deus é ainda maior do que o infinito. Deus conhece-se sentindo o amor. Tempo virá, lá mais para diante no nosso caminho de progresso quase infinito, em que entenderemos Deus; por ora, sintamo-lo. Amemos. Amemos a Deus fazendo a Sua vontade, que consiste em amarmo-nos a nós mesmos para que possamos amar o próximo. Para tanto, corrijamo-nos antes de pensarmos em corrigir os outros, e assim estaremos a fazer a vontade de Deus.
Não esqueçamos que não é aquele que diz “Senhor, Senhor” que entra no reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade do Senhor que confessa.
O Pekka, que há ainda poucos anos era ateu, descobriu esta verdade e faz dela regra de vida. O meu irmão finlandês é agora ele um (bom) exemplo.

a. pinho da silva
antoninusaugustus@hotmail.com

O exemplo descrito é muito belo! Espiritualidade, parte integrante da vida, é algo que transcende a realidade actual da nossa própria vida e a leva muito além do palpável… leva-a ao sensível ao bater do coração de onde brotam todos os nossos pensamentos e atitudes. Que o AMOR de Deus nos habite para que, tal como aconteceu com o irmão finlandês Pekka, sejamos um bom exemplo de vida.

Hermínia Nadais
herminia.nadais@sapo.pt

domingo, 21 de novembro de 2010

Cansaços… não!!!...


Há dias… dei comigo a pensar na enorme força da psicologia humana… para o bem ou para o mal… e concluí que, actualmente, a maior parte do povo português parece ter perdido a sua identidade. Onde está a nossa mentalidade de guerreiros, descobridores, exploradores, escritores, cientistas!!!...
Isto não pode estar a acontecer! Falar em dificuldades e crises… está a ser uma conversa tão persuasiva que acaba por arrastar toda a gente para o pessimismo. Eu própria… que me reconheço optimista até à utopia… acabei também por entrar no jogo derrotista da maior parte dos portugueses! Eu… que até há uns anos era desconfiada e derrotista, passei a ser, naturalmente, confiante e optimista, mas ainda deveras distraída... pelo que gostei muito de receber um sem número de emails que me deram oportunidade de poder inteirar-me de muitas situações desonestíssimas que há no nosso país... e acho mesmo que foi de suma importância esses emails terem corrido mundo no sentido de alertar para a possível correcção dos infractores!
Contudo… temos de convir que há tempo para tudo: para nascer e morrer; para rir e chorar; para ser rico e ficar pobre; para ser pobre e ficar rico; para ser compreensivo e entrar em depressão; para desacreditar e acreditar… para errar e corrigir os erros… por isso… penso que já é tempo de parar!… Parar e ajudar o País a sair da situação de impasse em que se encontra, formulando pensamentos positivos a favor de todos os portugueses, para que uns tenham a sabedoria de governar com aprumo e justiça, outros se esforcem por trabalhar empenhadamente, e ainda outros, possam arrepender-se dos milhões já recebidos e consigam abster-se dos que têm a receber no sentido de os restituir a quem de direito para o bem comum… “o dinheiro chega para todos viverem bem… a culpa é da fraca distribuição que dele se faz.”
Está mais que provado que “o sonho comanda a vida”! Assim, as críticas destrutivas não levam a lado nenhum!… Não é possível comandar bem os destinos do nosso País sem sonhos positivos para o seu futuro – que é o nosso futuro e o dos nossos filhos e netos!
Certos de que não há ninguém totalmente bom nem totalmente mau… vamos aprender a ver em primeiro lugar o lado bom das pessoas, vamos aprender a ser optimistas! Todas as situações têm sempre dois pontos de vista! Vamos aprender a ver primeiro o lado positivo dos acontecimentos, pois ainda que não sirva para mais nada, pode ensinar-nos novas formas de viver.
A aprendizagem adquirida nos livros ao lado da minha experiência pessoal dizem-me que, se pensarmos que uma pessoa tem de ser boa, tudo à sua volta se desenrola no sentido de que o seja. O nosso querer, quando bem forte, pode dominar todo o nosso ser. Então… nada de desânimos! Nada de cansaços! Há que tentar modificar a nossa forma de ver, sentir, ser e agir, para podermos encontrar o caminho mais certo para a realização pessoal e felicidade de todos nós.

Hermínia Nadais
A publicar no "Notícias de Cambra"

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Orçamentos…

Quando falamos em orçamentos… pelas interferências que pode ter nas nossas vidas… lembramos de imediato o Orçamento do Governo. Contudo, temos de admitir que todo o sucesso de uma vida depende de orçamentos.
Logo que nascemos, temos que orçamentar a melhor forma de chorar para que atendam convenientemente às nossas necessidades; de seguida há que compreender e interpretar (orçamentar) sorrisos e caras feias para sabermos como actuar com quem nos rodeia; segue-se o controle (orçamento) do stress perante a aquisição de brinquedos… bolos… roupinhas… diversões… que os pais e restantes educadores terão de permitir ou não, conforme os casos; e logo, logo… há que orçamentar o tempo necessário para a aquisição dos conhecimentos escolares… e aprender a liderar (orçamentar) o dinheirinho do pequeno mealheiro para verificar se poderemos ou não comprar um rebuçado ou um chocolate como guloseima depois do lanche ou do almoço!
Este é um comportamento orçamental razoável para o bom enraizamento da nossa vida de crianças e pré-adolescentes! Mas… a partir daqui… há que orçamentar realidades muito mais complexas em que temos de nos colocar todinhos na balança/orçamento! Urge conhecer (orçamentar) as nossas faculdades mentais no sentido de averiguarmos em que tipo de escola, profissional ou intelectual, nos poderemos integrar… as nossas forças e resistências emocionais e psicofísicas, onde estarão implícitas, inevitavelmente, as nossas aptidões, gostos pessoais, capacidades de partilha, compreensão, aceitação, encontro e reencontro, para uma escolha vocacional, matrimonial ou celibatária, conveniente ao nosso maior desenvolvimento pessoal e integração social. E… depois das escolhas assumidas… ainda há que implementar tantos inventários (orçamentos) que nem dá para imaginar! E é neste vaivém, com procedimentos melhores e menos bons, que as nossas vidas vão decorrendo.
Quando os orçamentos de todas as acções das nossas vidas tiverem em conta o nosso desenvolvimento integral e bem-estar social atendendo ao bem-estar das pessoas que connosco convivem de perto ou de longe… conseguiremos uma tão boa prática orçamental que não teremos mais dificuldade em elaborar os melhores orçamentos.
O mundo é dos homens… que tal como todas as restantes obras que extasiam os sentidos são criaturas de um “Ser Superior” que tudo cria e governa no qual reconhecemos Deus: uns pela negação e combate agnóstico; outros fazendo com ELE contratos de “Tu fazes-me isto e eu dou-Te aquilo”; outros misturando-O com as idas aos cartomantes e adivinhos; outros, servindo nas igrejas, às vezes com atitudes tão incoerentes que, em vez de ajudar, acabam por complicar a expansão da verdadeira vivência das virtudes evangélicas; e há os que tentam viver segundo o Evangelho de Jesus Cristo prestando atenção à Sua Palavra e exemplo de vida e, consequentemente, de caridade, estudo e acção - a base de todo o crescimento humano e cristão.
A vida é bela, se pensarmos nas suas belezas! Mas só quando conseguirmos sacrificar-nos pela nossa beleza interior como fazemos em prol da nossa boa aparência física… o mundo ficará recheado de muito bons orçamentos.
Se o tempo urge… e amanhã pode ser tarde… por que esperamos?

Hermínia Nadais
a publicar no "Notícias de Cambra"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A união faz a força!... Mãos à obra!



Um dos maiores desafios do “ser humano” é aproveitar o passado para corrigir o presente e preparar o futuro… mas a correcção precisa de muita atenção aos sinais que estão na origem das mudanças. Estamos a viver os coloridos dias outonais. Quem como eu ainda se encontra ligada à colheita dos frutos, verifica que alguns deles – os mais sujeitos à corrupção imediata - dão origem ao aparecimento de inúmeros mosquitos e moscas que além de dar cabo do corpo desafiam também a paciência.
Recordo que, há bem pouco tempo, com argumentos convincentes, afirmei: “Com pauladas não se apanham moscas!” Hoje… já não posso dizer o mesmo. E não foram os tempos que mudaram… fui eu que mudei a minha forma de ser, ver e agir.
Os pratinhos açucarados e as fitas penduradas para atrair esses insectos perniciosos foram substituídos por uma espécie de varinhas plásticas com uma ponta de rede. E quando os insectos se movimentam na maior liberdade… acertamos-lhe a matar, na ocasião mais oportuna… não com força… mas com muita rapidez e perspicácia.
Há dias… enquanto levava a cabo uma destas minhas minuciosas operações… absorta em pensamentos… pareceu-me descobrir uma certa afinidade entre a destruição das moscas e a autodestruição social.
A verdadeira liberdade só existe dentro de cada um… na medida em que cumpre literalmente todas as suas obrigações no respeito pela integridade e liberdade dos outros. A democracia em que vivemos diz muito claramente que somos todos livres e iguais em direitos e em deveres… uma realidade muito aliciante para o combate às injustiças. Mas… há que admitir o facto de muitos de nós vivermos como as moscas... alheios aos perigos e tentações e aproveitando a liberdade para fazermos o que não podemos e nos metermos onde não devemos! E depois... queixamo-nos de que as coisas correm mal!...
Obrigam-nos a tantas restrições que o pensamento foge-nos inúmeras vezes para o sistema de finanças… das finanças públicas que tanto mexem connosco… e da forma como vamos gerindo as nossas. A esta parte… a democracia tem funcionado muito mal, pois as desigualdades sociais são cada vez mais fantasmagóricas. E grande maioria… ou talvez mesmo a totalidade das pessoas espertas que nos mandam apertar o cinto… estão tão cansadas de se lambuzarem no açúcar farto dos pratos que só mesmo com umas boas e certeiras palmadas os farão cair do cavalo das suas razões egoístas para deixar que o povo trabalhe com gosto e cresça na vida em harmonia e paz.
Ainda não percebi porque é que a maior parte das pessoas que estão nos comandos… seja em que comandos forem… esquecem tão depressa os cuidados que merecem as bases de onde saíram… e que de um ou outro modo as ajudaram a subir aos poleiros!!!…
Que a paciência e desapego alimentem a sensatez… porque ganância, prepotência e incoerência, temos de sobra. Quando a inteligência se ligar ao amor na humildade, bom senso, compreensão, dedicação e espírito de serviço… haverá harmonia, entendimento, justiça social, pão e paz.
Sem ovelhas não há pastores e sem governados não há governantes… mas todos somos precisos! A união faz a força! Mãos à obra!

Hermínia Nadais
A Publicar no "Notícias de Cambra"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Espiritualidade, para mim, não é falar de espíritos!...

Há um velho ditado que nos diz que “quem pensa não erra”… mas eu penso e continuo a errar... e quanto mais estudo mais me convenço de que nada sei!
O nosso espírito a que vulgarmente chamamos alma, anima o nosso corpo que, uma vez desanimado ou morto, cremado ou sepultado, fica cá na terra de onde saiu. Para a eternidade irá apenas a alma ou espírito, como queiramos chamar, e é com essa parte de nós que devemos ter mais cuidado. Daí esta rubrica.
O corpo, bilhete de identidade de cada um de nós neste mundo onde vivemos, é como que um embrulho do que realmente somos.
Para mim, espiritualidade não é propriamente falar de espíritos, mas partilhar a forma como cada um cuida dessa parte de si, que se não vê, mas é a que realmente vale a pena cuidar com mais intensidade.
Eu tenho descoberto inúmeras coisas nos últimos tempos. E quando procuro dar uma interpretação pessoal convincente no sentido de tentar tornar os artigos mais elucidativos e apelativos a uma descoberta do quanto é salutar para cada ser humano olhar-se e cuidar-se interiormente, no amor e na solidariedade, vou ler os textos mais atentamente e acabo por verificar que não necessitam de qualquer explicação.
Milagre significa prodígio, portento, maravilha, assombro! O ser humano, dotado de memória, inteligência, vontade, sensibilidade… é a maior das maravilhas, o maior dos assombros! Pena que nem sempre viva como tal!
O texto anterior substitui o termo milagres por curas… e diz muito claramente porquê, usando palavras de Jesus, que são a prova verídica de que as curas feitas por Jesus não tinham a ver só com ELE, mas com a disposição interior das pessoas que lhe pediam a cura. Jesus não curou de qualquer jeito todos quantos queriam ser curados e pensavam apenas no corpo. Jesus curou todos os que acreditavam profundamente NELE e eles próprios usavam toda a sua força para mudar o rumo da sua vida interior, espiritual, pois depois de curados bendiziam a Deus e seguiam Jesus.
Em face da admiração dos Apóstolos perante as curas extraordinárias, Jesus disse: “Se tiverdes fé, vós mesmo fareis tudo quanto Eu faço, e fareis mais ainda! Se tiverdes Fé, e disserdes àquela montanha, arrasta-te, ela arrastar-se-á!” A força da mente humana unida à vontade de Deus pode fazer maravilhas!
Actualmente também há curas incompreensíveis, testadas pela medicina, que andam sempre à volta de uma vida de grande fé e oração profundas, antes… durante e depois da cura!
Nós, seres humanos, temos uma força extraordinária que nos vem da semelhança com Deus, que nos criou livres e responsáveis pelas nossas atitudes. Deus, Pai amantíssimo e misericordioso não pode, de forma alguma, querer o mal de Seus filhos, mas nós temos que usar toda a nossa força para fazer o que LHE agrada, ou seja, para AMAR INCONDICIONALMENTE!
Há muitas pessoas que se dizem católicas, mas não estudam nem vivem um pouquinho só do que é o verdadeiro catolicismo, pois se o fizessem, o mundo seria diferente. Não interessa dizer que sou, o que interessa é que eu seja aquilo que digo ser!
É urgente que todos os católicos que frequentam as igrejas deixem de se esconder debaixo do número avultado que ainda representam como Igreja… e comecem a descobrir as verdadeiras raízes da sua crença e a viver segundo a sua Fé em Jesus Cristo, a viver segundo a Fé de Jesus Cristo, em espírito e verdade.
Se os católicos confessos continuarem a viver de qualquer jeito… serão cada vez mais rejeitados pela sociedade e por outros cristãos que, noutras crenças e em pequenos grupos, se esforçam por uma vida mais digna e dignificante. Segundo as Escrituras, na passagem para a eternidade, seremos julgados somente em face do amor que dedicarmos a Deus e aos irmãos.
Quem puder compreender… compreenda!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Somos diferentes, e complementares!

São as nossas diferenças que formam o todo da sociedade, e pela sua dignificação, é urgente que aprendamos a interpretar opiniões e a extrair delas o melhor. Quem julga saber tudo… é ignorante. Palavras e expressões menos compreensíveis no nosso texto de hoje, terão uma oportuna explicação. Obrigada! Sempre ao dispor.
Hermínia Nadais, http://textosdaescoladavida.blogspot.com



Essa coisa de espíritos…

Imaginemos um balão cheio de ar: todas as linhas de força convergem para a boca. Por analogia: o espírito quando encarnado é um balão cheio de ar em que as linhas de força convergem para a pineal (aquilo mesmo que já Descartes referiu como sendo o ponto de ligação da alma com o corpo) que, entre outras funções, desempenha a de emissor e recetor de pensamentos.
Consequência: a mediunidade é atributo orgânico, comum a todo o ser humano, embora nuns mais ostensivo do que noutros, qualidade que tem a ver com a quantidade de cristais de apatita.
A mediunidade nada tem de místico, pois obedece às leis da física; a mediunidade não é uma doença (a OMS reconhece-a como uma faculdade), mas que pode manifestar-se como doença quando descontrolada.

Com os sentidos que temos, vemos o mundo a três dimensões: comprimento, largura, altura. Mas os astrofísicos ao fazerem triangulações entre estrelas descobriram uma quarta dimensão, a do espaço-tempo, que também podemos nomear como dimensão espiritual. Neste momento já se fala em onze dimensões. Sendo que a distância que as separa pode não ultrapassar um milímetro, tal implica que os espíritos estão mesmo debaixo do nariz.
(Detalhe: há espíritos? Pela aplicação da lei de Lavoisier, que diz que nada se cria nem nada se perde, tudo se transforma, onde estão os “balões” inteligentes que animaram os corpos dos nossos antepassados?)
Toda a matéria visível corresponde a uma percentagem inferior a dois dígitos. E é invisível porque vibra a uma frequência diferente daquela a que os nossos órgãos dos sentidos estão aptos a captar. Assim sendo, aquilo que não vemos é noventa e tanto por cento mais do que aquilo que vemos.

Como se efetua a ligação entre dimensões?
Quando aceleramos a nossa vibração pela concentração do pensamento no bem, criamos forças de atração gravítica que como que por efeito de sucção criam canais entre dimensões. Os cosmólogos chamam-lhes wormholes (túneis de minhoca) e os que passam por Experiências de Quase Morte descrevem-nos como túneis de luz. (Se desacelerarmos a vibração até o arrefecimento a zero absoluto também nos tornaremos invisíveis. Os wormholes resultantes da desaceleração vibracional serão de trevas, tal como as dimensões a que acedem.)
É por este processo que os espíritos podem ser vistos e ouvidos, e captando o seu (dos espíritos) pensamentos através a pineal deles se faz intérprete o médium, seja pela psicofonia, pela psicografia, pela psicopictografia e outras modalidades.

A mediunidade leva à loucura?
Se o espírito encarnado é essencialmente desarmonizado, se é moralmente doente, se nada faz para se reequilibrar, naturalmente sintoniza seus afins. Sabido como é que as enfermidades morais produzem enfermidades físicas, as quais são potenciadas pelas ligações espirituais que estabelecemos, o contínuo pensamento viciado tende a romper o equilíbrio mental.
Pelo contrário, foi possível verificar-se que uma mediunidade votada ao bem, e particularmente com Jesus, funciona como um elixir da juventude.
É muito ténue a fronteira entre a sanidade e a loucura. Instantes de loucura todos podemos ter, porque todos somos médiuns e todos podemos penetrar outras dimensões nem sempre as melhores. Captando pensamentos desequilibrados o desequilíbrio faz-se nosso se não seguimos o preceito evangélico de vigiar e orar.

(Texto segundo o acordo ortográfico)

A. Pinho da Silva
Licenciado em Filosofia
antoninusaugustus@hotmail.com

Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"


Espiritualidade, não é falar de espíritos…



Espiritualidade não é falar de espíritos, mas mostrar formas de viver segundo o Espírito que nos anima

Esta rubrica sobre espiritualidade surgiu para partilha da forma como cada um se relaciona interiormente consigo mesmo, com Deus e com o mundo. Perante esta finalidade, surgir o comportamento dos espíritas, era inevitável, e ainda bem, pois o espiritismo, muito ao contrário do que me tentaram incutir faz tempo, não é nada de horroroso, é apenas uma forma diferente, como tantas outras, de procurar viver com Deus, o que é imperioso respeitar.
Todo o conteúdo do texto anterior se desenvolve à volta da pineal, uma pequena glândula formada por cristais de apatita que vibram conforme a captação de ondas magnéticas, localizada no centro do cérebro à altura dos olhos, considerada por certas correntes religioso/filosóficas como o centro do relacionamento do homem com outras dimensões, uma espécie de terceiro olho devido à sua semelhança com os olhos, com funções que foram e continuam a ser muito discutidas e discutíveis.
Para os espíritas a pineal é o órgão responsável pela vida espiritual e mental, interferindo, fundamentalmente, no campo sexual e no comando voluntário das forças do subconsciente e transcendente, psicoterapia, pictografia, estados de transe e mediunidade, clarividência, telepatia e talvez ainda outras; para os hindus praticantes do yoga, é o centro de energia responsável pelo desenvolvimento extra-físico, receptor e transmissor de energia vital; para os discordianos a pineal é o órgão de comunicação entre Éris, Discordia, e os seres humanos. No entanto, nenhuma destas variações consideradas é determinante, pois está convenientemente provado que retirada completamente a glândula por cirurgia não leva à morte nem a alterações evidentes na capacidade de pensamento.
Francamente, depois de alguma investigação debrucei-me mais profundamente sobre o teor do texto, e, muito embora considere de grande utilidade, acho desnecessário, de imediato, o tentar explicitar cabalmente o sentido dos termos e expressões nele usadas, pois apenas se satisfarão minimamente algumas curiosidades, se indignarão outras, e ainda outras, tal como eu fiz e continuarei a fazer, continuarão a procurar pelos mais variados meios a resposta às suas inquietações, na ânsia de crescer um pouco mais como pessoas - “dai-me homens que vos darei cristãos”.
O texto, muito embora seja científico por demais, está explícito, dentro do possível.
Aos poucos que seguem o espiritismo, em comparação, especificamente, com os inumeráveis cristãos católicos com quem convivo todos os dias, rendo a minha mais sincera homenagem, pelo assumir de vivências, pelo saber, coerência, empenho, persistência e coragem de divulgação.
Temos muita falta de exemplos concretos de vida de confiança em Deus e de amor e doação a Deus e aos irmãos. Temos muitas pessoas que dizem ser e não são. Temos que nos assumir tal qual somos, temos que ser honestos connosco e com quem connosco convive, custe o que custar, pois só assim o mundo encontrará o seu verdadeiro caminho.
Eu, pessoalmente, professo o catolicismo com todas as suas letras. Para acreditar e viver o melhor que posso e sei, Jesus Cristo, confio plenamente em Deus e medito diariamente na Sua Palavra, na Bíblia, Tradição e mais Documentos da Igreja, tenho a Oração e Vida dos Sacramentos nomeadamente a Eucaristia que me preenchem totalmente, tenho grupos de leigos com quem partilho a vida e que comigo tentam estar presentes a quem precisa. Eu não sinto necessidade de me embrenhar em nada que transcenda a minha humilde pequenez para ser imensamente feliz, numa luta constante por um maior amor a Deus e ao próximo.
Temos que fazer distinção de comportamentos. Um católico deve viver como católico, um espírita como espírita, no respeito total e mútuo. Estamos cansados de ver católicos a procurar descobrir o futuro, nas cartomantes e afins… o que não é aceitável num católico.
Quando os que se dizem católicos o forem de verdade, o amor será amado e o mundo ficará diferente.
Sejamos quentes ou frios… mas mornos, não, porque os mornos são abomináveis.

Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com

Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O que será o amor?


Num mundo em que a palavra amor anda mais que badalada na boca de toda a gente, será que sabemos, verdadeiramente, o que é o amor?
Muito sinceramente, eu… não sei se sei... mas que vou tentando descobrir, lá isso vou!
Para que o amor não seja considerado uma utopia, vamos tentar vê-lo tal qual como ele se nos apresenta.
O amor não é egoísmo; não é gostar de alguém por nos sentirmos bem com esse alguém; não é querer o nosso bem-estar provindo do ser amado, mas querer o bem do ser amado somente porque o amamos.
Ninguém ama o que não conhece. Para amar verdadeiramente é preciso tentar a todo o custo conhecer cada vez mais e melhor o ser amado, porque amar é confiar, é dar-se ao ser amado, é entregar-se a ele, é acreditar nele… ou nela… incondicionalmente… e não podemos entregar-nos, assim, a qualquer pessoa, e de qualquer maneira… porque é daí que advém inumeráveis desencontros!...
O amor não é um sentimento puramente humano, pois tem sempre algo de transcendente. O amor não prescinde do nosso ser e do nosso querer… supera-o… vai mais além.
O amor verdadeiro acredita profundamente no ser que ama, e por isso, não mede esforços para o fazer feliz. Sofre, quando o ser amado sofre, e é feliz quando o ser amado está feliz. Há como que uma fusão entre o ser que ama e o que é amado. Todavia, o ser que é amado pode não retribuir com amor a quem o ama… e ainda assim… se o amor de quem o ama é verdadeiro, vai continuar a amá-lo.
Diz-se que amar é sofrer, porque o amor não pede nada em troca, é gratuito. A pessoa ama… com todas as implicações que isso lhe trouxer, muitas vezes ultrapassando as maiores desilusões e desenganos.
Amar as pessoas não quer dizer concordar ou aceitar o que as pessoas fazem, dizem, pensam ou são. Devemos amar as pessoas, em si mesmas, independentemente das suas obras. Pessoas não são comportamentos. Devemos amar as pessoas, mesmo que sejamos obrigados a odiar o comportamento dessas mesmas pessoas.
A reciprocidade do amor o mais das vezes não existe… não podemos medir a intensidade do amor, pois só quem ama sabe a verdadeira intensidade do seu amor.
A gratuidade do amor verdadeiro liberta. Se quem ama não espera nada em troca, qualquer mimo, ou mesmo até a injúria ou indiferença, tudo satisfaz. O amor verdadeiro não se turba com nada, ama, simplesmente.
Amor e fé andam de mãos dadas, vivem juntos, unidos indefinidamente, porque o amor acredita… e ter fé também é acreditar.
Podemos não saber o que é ter fé, assim como podemos não saber o que é o amor! Contudo… a vida sempre nos obrigará a acreditar em algo ou alguém, a ter fé em alguma coisa!... E como nascemos para amar… então… amemos… pois só assim nos sentiremos, dentro das nossas limitações, mais realizados e felizes!

Hermínia Nadais
Publicada no "Notícias de Cambra"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FÁTIMA… ALTAR DO MUNDO!

Faz já algum tempo que Luciano Guerra, antigo Reitor do Santuário, numa entrevista a uma das nossas televisões, dizia que em Fátima há lugar para todas as pessoas, de todas as crenças, idades, raças, cores, estratos e condições sociais. E com a calma e porte que lhe são peculiares, como no desfiar das contas de um rosário, explicou pormenorizada e convictamente a razão das suas palavras com verdades irrevogáveis e convincentes.
A vida, esse dom admirável que nos foi dado e tem a espiritualidade como sua parte integrante, é tão abrangente, complexa e com tanto de transcendente que faz de Fátima um incomparável ponto de encontro para inúmeras e diversificadas pessoas.
Como católica assumida, não me ocorre qualquer alusão aos acontecimentos de Fátima antes do Anjo e Nossa Senhora lá terem aparecido e contactado com as três crianças. Os católicos convictos crêem na presença de Deus na vida pessoal e social dos indivíduos. Crêem no Deus Amor e Pai misericordioso paciente e compassivo que ama sem medida a todos e a cada um, e aceita cada qual como cada qual é, sem castigar ninguém. Tentam reconhecer que as leis irreversíveis da natureza criada por Deus são por Ele respeitadas, pois se o não fossem, Deus estaria contra Si próprio, o que nunca se compreenderia. Reconhecem o bem e o mal como duas forças antagónicas presentes no ser humano, acrescidas de uma espécie de censura que faz sentir felicidade com a prática do bem e frustração com a prática do mal, pelo qual o remorso é o maior dos castigos. A inquietação sofrida leva as pessoas a sentirem-se insatisfeitas e revoltadas consigo mesmas, chegando muitas vezes a castigarem-se a si próprias das mais diversas formas.
Os católicos que o são de verdade e vida, reconhecem os seus inumeráveis desvarios, mas tentam a todo o custo confiar totalmente em Deus por, ainda assim, se saberem muito amados e queridos por ELE. E por amor, evitam a todo o custo magoar ESSE Deus que os ama, bem assim como ao próximo, a “transparência” de Deus que partilha com eles a vida.
A confiança que depositam em Deus despreocupa-os em relação a qualquer acontecimento futuro. Conscientes de que cada crença tem seu jeito de ver e viver a mesma realidade, tentam, também, aceitar e conviver com outras formas de viver a espiritualidade nos diversos caminhos que os homens vão percorrendo para se puderem encontrar cada vez mais e melhor consigo mesmos, com Deus e com a sociedade.
“O Milagre do Sol” do dia 13 de Outubro de 1917, lembrado na passada edição e que todos mais ou menos conhecemos, não está, realmente, no verdadeiro rodopiar nem no abaixamento do sol, mas no facto de que as pessoas que olharam o Sol naquele momento o viram todas da mesma maneira, como demonstra, inclusive, as fotos tiradas na ocasião. O Sol não pode ter saído do seu lugar, por isso o milagre foi, sem sombra alguma para dúvidas, a alucinação colectiva de tantos milhares de pessoas. Esse foi um verdadeiro e enormíssimo milagre da MÃE de Deus, mãe de Jesus e nossa mãe!
O “tende fé e sede bons” do artigo já referenciado, está totalmente explícito nos pedidos formulados por Nossa Senhora aos pastorinhos.
Todos, sem excepção, devíamos esforçar-nos por ter fé e ser bons, descobrindo, interiorizando e vivendo profundamente de acordo com o que acreditamos, sem criticar nada nem ninguém. Os caminhos que levam a Deus são inúmeros. É preciso olharmo-nos profundamente para escolhermos trilhar o que nos parecer melhor… sendo quentes… ou então frios… porque os mornos serão sempre abomináveis!

Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com

Publicadono "Notícias de Cambra"

domingo, 27 de junho de 2010

Loucuras da vida


O mês dos Santos Populares, que traz saudades para os mais velhos e aventuras para os mais novos, para mim trouxe o desejo de partilhar uma das minhas loucuras… que pode parecer estupidez… mas é uma tentativa de evitar que outros façam o que eu fiz.
Impressionam-me por demais as pessoas queixinhas, sempre muito doentinhas e a caminhar para os médicos… e decidi para mim mesma que eu nunca seria assim.
Gosto imenso e tenho um carinho muito especial pelo meu médico e guardo bem no fundo do coração o quanto me tem ajudado e os cuidados que tem tido comigo, do que lhe estou imensamente grata, mas não gosto nada de andar atrás dele!
Faz tempo que vinha sentindo as minhas pernas muito esquisitas… algumas vezes inchadas… e cada vez mais escuras e endurecidas.
Os meus familiares e alguns amigos sugeriam-me que fosse ao médico, mas eu resistia dizendo que estava bem… e para mim estava, pois o mal estar que eu sentia ia-o atribuindo à idade que já vai sendo alguma… e ia-me deixando andar, de calças e saias compridas para ninguém me chatear por causa das pernas.
Num dia em que vesti saia mais curta, uma minha sobrinha não gostou nada das pernas e desinquietou a mãe e a tia que me encheram a cabeça tanto que eu acabei por mostrá-las a uma amiga enfermeira a quem prometi ir logo ao médico… e muito contrariada, mas lá fui.
Com a maior das calmas, o médico disse-me que eu estava muito mal… e foi-me alertando para o risco que corria. Receitou-me uns medicamentos… e senti de imediato melhoras consideráveis, que tive de lhe transmitir.
Depois de fazer os exames requeridos voltei lá a mostrá-los e a dizer-lhe muito firmemente: - Senhor Doutor, não há mortes repentinas, pois não? Eu andava a morrer e não sabia? Mediante as melhoras é que eu vejo como andava, Senhor Doutor!
Ao que ele, muito sério, respondeu: - Claro que há mortes repentinas, minha senhora… mas só nos acidentes, sabe… porque fora de acidentes… há pessoas que se deixam andar… assim… e são colhidas repentinamente pela morte.
Mediante o que observou atentamente, receitou ainda mais dois tipos de medicamentos… e eu continuo a sentir-me cada vez melhor!
Ora, com tudo isto… ser queixinhas, não devemos ser… mas descuidados ou descuidadas… também não!
Só dá valor à saúde quem a perde… e tem a ventura de a recuperar. É muito bom ser saudável! Cuidar da saúde, é um dos nossos maiores deveres, deveres que os médicos nos ajudarão a cumprir! O sistema de saúde, isso é uma outra coisa. Há quem diga que está muito bom… mas não sei se estará tanto assim! Que temos muito bons médicos, enfermeiros, especialistas, farmacêuticos… lá isso temos, bem-haja!
Que eles nos protejam, e que Deus os ajude, e a nós também!

Hermínia Nadais
Publicada no "Notícias de Cambra"