quarta-feira, 24 de junho de 2009

Os mistérios da natureza


Quanto mais me preocupo com o rápido ou lento desenrolar da vida mais me surpreendo com tudo quanto dela vou colhendo.
Desde que me conheço foram tantas as modificações por que passou a sociedade que se não tivesse presente o esforço do homem pela permanente busca da plenitude humana me atreveria a dizer que a metamorfose humana estava completa e o fim do mundo iminente.
É voz corrente que tudo está muito mau. Claro que há coisas mais ou menos boas como em todos os tempos de que o tempo dá notícia.
O desenvolvimento cultural e tecnológico não se cansa de encurtar distâncias e dilatar segundos nos dias que parecem anos pelo amalgamado número de acontecimentos que nos chegam de todas as partes a bombardear-nos os sentidos e a apertar-nos o coração. Do passado, normalmente, tendemos a recordar só o melhor... ou seja... matamos os pesadelos lembrando apenas alguns sorrisos do céu nublado... como forma de negar do presente o calor dos raios ensolarados de um radioso Verão... que, só não existe para todos os homens... pela maldade de alguns... alguns que temos de chamar à realidade ou pelo menos temos obrigação de nos esforçarmos por o fazer.
Não vale a pena continuar a lembrar (valorizar) só o que está errado dizendo mal de tudo e de todos! Não vale a pena passar nos écrans da TV (valorizar) tantas atrocidades cometidas e deixar no esquecimento tantas coisas maravilhosas que se vão fazendo por aí! Não vale a pena nos nossos encontros normais entre amigos recordar (valorizar) acontecimentos ruins quando há tantos valores aos quais não sabemos dar atenção!
Não tenhamos ilusões! É através dos olhos e dos ouvidos e pela sensibilidade da pele que a educação se aloja no coração para transformar o ser humano. Há que esconder as barbaridades e mostrar exemplos dignificantes que falam muito mais alto do que todos os gritos das palavras.
Todos sabemos que sem meios, dinheiro e haveres, não podemos viver condignamente, mas também sabemos que o dinheiro e haveres não são tudo da vida, pois a vida é tudo o que somos... porque o que somos vale muito mais do que toda a riqueza material que possamos ter.
Há pessoas tão mergulhadas numa desenfreada busca de dinheiro e riquezas que avançam por cima de tudo e de todos para as conseguir... em tanta demasia... que uma pequena parte do que esses estagnam... ou estragam... posta ao serviço da comunidade, daria para acabar de vez com toda a miséria humana!...
A crise monetária que o mundo atravessa não é real, é fruto da mais vergonhosa mentira destes piratas da humanidade!
A riqueza mundial aumenta todos os dias! Não é justo que continue a concentrar-se nos cofres de meia dúzia... meia dúzia de tristes e desgraçados que vegetam num mundo de avareza que apenas lhes trará amargura e solidão, pois dessa forma nunca saberão o belo e verdadeiro sentido da vida... vida que nem sequer lhes pertence.
Da vida nenhum de nós é dono! Ainda que o queiramos negar, a Natureza continua a recordar-no-lo nos seus insondáveis mistérios – mistérios tão insondáveis que ultrapassam todo o potencial desmedido da ciência humana.
Tão bem formado cientificamente, porque é que o Homem não consegue responder de imediato a todas as questões da humanidade sobre o procedimento das obras provindas das suas próprias mãos?
A sabedoria e força da Natureza? Não há dúvida!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A mão em seara alheia


Estamos num ano de eleições... numa época dita de democracia... num país dito democrático!
Todos os políticos se dizem democratas; alguns cidadãos e cidadãs vociferam contra a crise de bolsos recheados sem saber que fazer à massa; muitíssimos contam tostões para comprar o mínimo indispensável sem aumentar as dívidas no final do mês (de boquinha bem fechada pela vergonha das suas verdadeiras necessidades); a maior parte da população brinca aos papagaios... reclama contra tudo e contra todos por tudo e por nada!... Situações normalíssimas numa sociedade normal. Contudo, podemos enumerar algumas atitudes adequadas e pertinentes.
Falar de democracia prevê políticos eleitos pela livre vontade do povo para defender os legítimos interesses dos eleitores - povo. Enquanto os cidadãos e cidadãs que querem ser eleitos se esfalfam a aprimorar a apresentação dos seus partidos e a mostrar as suas maiores virtudes nas suas mais maravilhosas qualidades de liderança, os eleitores não podem de forma alguma continuar a manter-se passivos à espera que os seus interesses apareçam resolvidos! Será muito mais lógico que todos se inteirem convenientemente das verdadeiras normas por que se regem os diversos partidos e prestem a maior atenção à idoneidade das pessoas que os representam como forma de averiguar a possibilidade de uma verdadeira eficácia no cumprimento dos princípios inerentes a cada um; que com perspicácia e dignidade cada cidadão ou cidadã pense no que mais interessa à prosperidade e conforto de toda a sua comunidade envolvente; que quando já consciente das suas convicções partilhe as suas opiniões com as pessoas ou grupos do seu relacionamento habitual no sentido de consolidar mais eficazmente a escolha a apresentar no “sagrado” momento de voto, pois não devemos votar de um modo qualquer, mas com consciência, liberdade e responsabilidade.
Os que procuram ser eleitos, com o desenvolvimento informático a minar cada vez de forma mais perfeita acelerada e eficaz tudo quanto se diz ou faz, se faz sem dizer ou se diz e fica por fazer, têm que ser pessoas realmente honestas e capazes, sem nada que lhes acuse a consciência, pois de contrário terão a sua missão cada vez mais complicada, e poderão até vir a ficar com as finanças remediadas mas com as caras tão envergonhadas que eu não lhes queria estar na pele!... Pessoalmente louvo a coragem de quem consegue sujeitar-se a assumir uma candidatura com todas as suas implicações, e no meio de tudo o que há por aí, menos bom e melhor, penso muito na grandeza de toda esta gente.
Há comportamentos capazes de afligir qualquer cidadão: o silêncio sepulcral e avassalador de uma boa tomada de posição e a crítica exagerada das situações erradas.
A opinião pública acaba por influenciar positiva ou negativamente. E se em vez de rebaixar e desmotivar pelo que está realmente mal descobríssemos formas possíveis de incentivar e apoiar o que consideramos certo?!... Criticar... é mais fácil! Mas para atenuar situações erradas nada melhor do que louvar boas atitude e lembrar soluções práticas propícias e viáveis, pois tratando-se do bem-estar social ninguém deve pensar em guardar “louros” para si próprio mas em proporcionar o bem comum.
Façamos o que devemos fazer... para mais tarde não nos virmos a arrepender!...

Hermínia Nadais
A publicar no “Notícias de Cambra”

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Não sei! Talvez... ninguém.

Fala-se muito na vida, mas parece que cada vez se compreende menos o que seja esse imenso mistério. Debruçando-nos um pouco sobre o seu raiar, acabamos por concluir que a razão da sua existência é o amor. O Alguém que um dia a extraiu do nada... fê-la num acto de amor tão infinitamente grande que se tornou incomensurável a qualquer peso ou medida humana. E é assim que o reaparecimento de qualquer vida vai surgindo através dos tempos, numa interligação e cooperação constantes entre os seres criados e o seu Criador. Os seres vivos não aparecem ao acaso, pois a cada ser, naturalmente, foi dada a potencialidade de cooperar na conservação da sua espécie, transmitindo a vida. Ao falarmos de fecundidade, podemos não ter intenção, mas evocamos um relacionamento íntimo entre dois seres, (ou então, entre duas componentes de um mesmo ser, no caso da maior parte das plantas e dos animais hermafroditas). Um relacionamento íntimo fecundo só acontece num acto “chamado” de amor, embora nem sempre o seja. Sabemos que há relacionamentos de mero prazer para os dois intervenientes, o que, seja qual for a razão apontada, é prostituição; também os há onde um dos parceiros é impelido pela força, o que apelidamos de violações. Em qualquer destes casos, que não são actos de amor verdadeiro mas de corrupção do verdadeiro amor, podem surgir vidas, e embora os casos desta natureza sejam acontecimentos aceites com normalidade, são sempre acontecimentos anormais. Agora, uma salvaguarda de muitas situações... talvez de todas as situações consideradas anormais, quem sabe?!... Ao falarmos de vida, esquecemos instintivamente todos os outros seres vivos e quedamo-nos no ser humano, e isto porque o homem foi designado como o centro de toda a criação e é o único ser que reconhece (ou pode reconhecer) a verdadeira razão da sua vida e da vida de todos os outros seres que nele convergem e para ele existem. Mas, cada homem é um enorme e desconhecido mundo dentro do mundo que conhecemos. Dizer que cada homem é um mundo desconhecido poderá parecer uma afirmação muito forte e descabida, mas não. Vivemos rodeados de gente, de família, de amigos, de conhecidos... e por mais que nos esforcemos para mostrar ou esconder o que somos e manter um bom relacionamento mútuo... o bom relacionamento pode realmente existir, mas o perfeito conhecimento do outro... nunca. Ouvem-se muitas vezes frases como esta: “Tal” ou “tal” pessoa... eu, conheço-a muito bem. Quando escutamos esta afirmação feita com tanta certeza, a única conclusão a que poderemos chegar é que há ali muita amizade, carinho, compreensão, entendimento, cumplicidade... sei lá o que mais!... Mas, mesmo que haja tudo isto na maior transparência possível, ninguém é capaz de penetrar no interior de ninguém, por muito querido que seja. Por muito que saibamos de cada uma das pessoas mais chegadas a nós, não tenhamos ilusões, porque o seu melhor ou pior estará para sempre mergulhado no infinito oceano de si mesmo, local que só estará permanentemente aberto ao Criador dessa obra prima, única no mundo. Cada vida humana é como que um poço encantado, infinitamente belo e profundo, de onde deveriam eclodir vulcões com larvas de amor incandescente pronto a incendiar os outros mundos por que é rodeado. Mas, como poderemos ter a sensação de conhecer o íntimo dos outros, se passamos a vida a explorar como somos, quem somos e para que vivemos, e andamos tantas vezes baralhados? Até as pessoas que pensam conhecerem-se muito bem a si próprias, apanham cada desilusão... Tentemos descobrir os nossos defeitos, para os corrigir; as nossas qualidades, para lhe dar novas dimensões; acolhamos os outros tal como são, sem críticas ou desprezos, pois se nós, falhando tantas vezes aos compromissos que assumimos, não conseguimos ser senhores e donos de nós mesmos... como poderemos ter coragem para criticar quem quer que seja tentando fazer juízos de valor aos seus comportamentos? Quanto mais conhecimento tivermos das nossas fraquezas melhor aceitaremos as fraquezas dos outros e mais preparados estaremos para fazer correcção fraterna. Que mistério é a nossa vida! Quem será capaz de compreender, em absoluto, o mistério e a grandeza da vida do homem? Não sei! Talvez... ninguém. Hermínia Nadais Publicada no “Notícias de Cambra”

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Na “Pérola” do Oceano!


Quando se chega a uma terra olhámo-la rápida e sofregamente de modo a abarcar de imediato tudo quanto é permeável aos sentidos… deixando os pormenores para depois! Tenho que admitir que, de cada vez que venho à Ilha da Madeira… lhe descubro mais encantos.
Por entre o aglomerado das habitações emersas do florido maravilhoso dos jardins povoados de árvores gigantescas e frondosas alternadas com arbustos encantadores, quando no lento desbravar da ladeira deixo de ouvir o marulhar das ondas e de sentir o cheiro a maresia já me encontro perdida, algures, imersa na esplêndida verdura dos matagais e extasiada com o odor provindo das florestas floridas.
Por todo o lado a beleza é estonteante: as piscinas naturais de Porto Moniz; o tão falado cabo Girão; a Calheta; Câmara de Lobos; o Curral das Freiras; S. Vicente; Santana e as suas casinhas; o Pico do Areeiro, ponto mais alto da Ilha, uma janela para o mar;
as pequenas ou maiores povoações dispersas como encantadores canteiros de jardim; e os barcos, no cais, que dão a ideia de um enorme circo ladeado por um gigantesco anfiteatro – a belíssima cidade do Funchal.
Por toda a parte, conduzidas por mãos sábias, experientes e certeiras, as viaturas aparecem e desaparecem velozes, ora nas vias rápidas e túneis que minam toda a Ilha encurtando distâncias, ora nas inúmeras pequenas vielas altamente íngremes e tortuosas cheias de inúmeros e esplendorosos mirantes e quase todas ladeadas de um florido harmonioso e cativante.
Homens e mulheres vagueiam por todo o lado tratando calma e habilmente do conforto e beleza do espaço: uns nos planaltos e montes onde as plantas e animais crescem livremente ofertando beleza e riqueza; outros alindando carinhosamente as ruas e jardins públicos que primam pelo requintado colorido, bom gosto e simplicidade; e ainda outros tornando os pequenos cantinhos de cultura agrícola ou ajardinada que ladeiam as moradias mais dóceis às plantas que ali orgulhosamente reproduzem e crescem frente aos olhos sedentos da sua beleza e às bocas ávidas dos sabores dos seus frutos.
Bem do meio das encostas sobranceiras a Machico e Santa Cruz… bem amiúde… um enorme alarido atroa os ares e convida a olhar o enorme campo onde as gigantescas aves transportadoras aterram e levantam, lá bem no fundo, onde a terra roubou espaço ao mar interligando-se mutuamente numa atraente cumplicidade que se deseja eterna.
A cidade e a aldeia, o mar e o monte, a montanha e o vale, o planalto e a encosta, as fajãs e a zona costeira tão irregular mas firmemente definida, o calmo bater dos ondas e o burburinho da cidade, tudo se encontra tão intimamente unido e intrínseca e calorosamente fundido na extraordinária encantadora e inigualável beleza deste paraíso celestial que é impossível distinguir algo que demarque o que quer que seja dos seus verdadeiros contornos!…
Aqui é fácil perdermo-nos das realidades da vida e lançarmo-nos num mundo de sonho permanente a partilhar aqui e além com os naturais da ilha que, cada qual do seu jeito, vão dando forma a toda esta pitoresca e acolhedora harmonia.
Não há dúvida quanto aos extremosos cuidados do Criador no fabuloso esmero de toda a Ilha, mas muito especialmente da zona de “Santa Cruz”… para mim… a menina dos seus olhos!

A publicar no “Notícias de Cambra”
Hermínia Nadais

terça-feira, 28 de abril de 2009

RECOMEÇAR... EM LIBERDADE!


Finalmente, chegou a hora de recomeçar! Parece que foi ontem, e já lá vão quatro longos meses sem o nosso jornal.
Como na maior parte das vezes em que manuseio as teclas sem nada manuscrito para registar, não sei por onde começar.
Dada a passagem do 25 de Abril, um dos Feriados Nacionais deste pequeno “Jardim à beira mar plantado”, apetece falar de liberdade, responsabilidade, lealdade, solidariedade, harmonia, compreensão, bondade, tranquilidade, partilha, amor, ternura, carinho, verdade, trabalho, pão, humanidade, paz... e prosperidade!...
Depois da Revolução dos Cravos, já muito tinta foi gasta e muita água dos rios se fez mar!... Tanta coisa mudou!... Os saudosistas, dizem que para pior; os amantes da verdade e da assertividade acham que entre espinhos ainda há rosas, o urgente é predispor-se a descobrir o lugar onde elas se escondem e como as utilizar na nossa vida.
O péssimo hábito de destacarmos nos acontecimentos os maus comportamentos, as misérias, as doenças, os acidentes e as crises... faz-nos esquecer que “o sonho comanda a vida” e que temos de sonhar com uma vida boa para conseguirmos ter a vida que sonhamos.
Uma verdade a não esquecer é que são as dificuldades que mais nos fazem crescer pela procura ousada de encontrar o caminho mais adequado para transformar as (des)graças em coisas engraçadas, pois é a melhor forma de sobreviver às intempéries.
A propósito, tenho uma amiga muito especial que tem um enormíssimo carinho por gatos. Trata e aconchega o melhor que pode toda a espécie de gatos abandonados, desde os velhinhos, estropiados e doentes aos recém-nascidos abandonados... mas ao encontrar um cãozinho pequenino... abandonado... também o tratou o melhor que pôde!
Questionada sobre este seu comportamento, respondeu-me com toda a naturalidade que quanto mais profundamente conhece os humanos mais gosta dos animais.
Não contestei, mas também não compreendi o bastante, e comecei a prestar mais atenção às várias mensagens que vagueiam por aí cujos protagonistas são animais... até que uma denominada de “Anjos de Quatro Patas” me elucidou por completo. Resumidamente, diz que “um cão é um anjo de quatro patas que vem ao mundo para ensinar a amar... pois ama incondicionalmente... acarinha, protege e é fiel... não se afasta vinte e quatro horas por dia... quando é repelido volta cabisbaixo a pedir desculpas (ainda que não tenha errado) lambendo as mãos a pedir perdão, aflito... e tudo isto sem pedir nada em troca a não ser o afago para as suas carências mais prementes”. E termina: “Que bom seria que todos os homens pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!”
E esta?!...
Ainda bem que não há regras sem excepções... pois se assim não fosse, a bem da verdade, muito boa gente teria vergonha de ser um ser humano.

A publicar no “Notícias de Cambra”
Hermínia Nadais

segunda-feira, 20 de abril de 2009

NÃO RECUEM... NÃO DEIXEM CORRER... O PERIGO ESPREITA!

Estou sem jeito para o que quer que seja!... Não vou debruçar-me sobre nada que me faça pensar, apenas repartir convosco um pouco do que me vai no coração.
Durante a Quaresma, em que tentávamos tirar de nós tudo o que fosse escuridão e atropelos, os tempos estavam mais cinzentos. Agora, com menos chuvas e alguns raios de Sol brilhante a inundar a Terra de refulgente claridade, parecem indicar que as forças da Natureza estão sensibilizadas em acompanhar o nosso interior, de onde reflecte ainda a Luz resplendorosa que a Festa da Páscoa ofertou.
Isto pode parecer descabido para quem não entrou fundo nas vivências Quaresmais com todas as suas bençãos nem viveu plenamente as alegrias da Ressurreição. Foram momentos inesquecíveis. A quem os partilhou, tenho a certeza que marcaram indelevelmente. Sinto grande satisfação em os recordar. Nada sou! Nada critico! Somente vou lembrar uma chamada de atenção que me fizeram um dia... e resultou! ‘Cada um de nós é como é; vive o melhor que pode, sabe ou quer; é responsável pela sua própria vida. Falamos tanto em liberdade!... Parece absurdo, mas... temos a “desgraça” de nascermos livres e de podermos escolher o nosso caminho, quando temos opção de escolha, claro’.
Isto vem a propósito do comportamento de cada um de nós, nos tempos que correm. Na nossa terra, temos tudo ao nosso alcance! É só: procurar para participar... participar para querer... querer para sentir... sentir para crer... crer para ser feliz “vivendo a plenitude do Amor”!
Mas, há coisas que não se compreendem! Quase todos somos Católicos, porque Baptizados segundo o catolicismo; há a preocupação de fazer pomposos casamentos e baptizados; a grande maioria dos pais acompanha bem a educação religiosa dos filhos, pelo menos até à Profissão Solene de Fé; os funerais são acompanhadas pelos sacerdotes; pedem a celebração de missas pelos defuntos; há um sem número de movimentos orientados pela Igreja Católica, com alguns leigos a trabalhar neles... há leigos participantes nas celebrações litúrgicas... e, mesmo assim, muitas vezes as coisas não correm da melhor forma.
Se todos somos seres humanos sujeitos a errar, e nos foi ensinado pelo “Mestre” que devemos perdoar para sermos perdoados, é caso para perguntar: - Porque temos a língua tão afiada e os olhos tão abertos para estarmos sempre dispostos a ver, criticar, agredir tantos os “outros”? Outros... que são nossos irmãos em Cristo?!... Porque nos dizemos Católicos... se quase desconhecemos a Bíblia Sagrada e só procuramos a Mãe Igreja para os casamentos, comunhões, baptizados e funerais? É que, a viver assim, andamos para aí a brincar às escondidas sem saber o que queremos, como vivemos ou porque vivemos. Acabámos por ser uns mentirosos, afirmando uma coisa e fazendo outra, por não vivermos de acordo com a afirmação feita; não somos quentes nem frios, somos pessoas “mornas”, que só servimos para deitar fora. Se queremos ser Cristãos Católicos, sejamo-lo de alma e coração. O Baptismo não é uma brincadeira para dar nas vistas, é uma união a Jesus Cristo, união que se quer viva pelo Amor, pela Oração, pela prática dos Sacramentos, pela partilha, pelo doação e serviço aos que necessitarem. Que Deus nos ajude a encontrarmo-nos assim, uns com os outros e com Ele, o mais rápido possível. E, aos que já não se envergonham de se assumirem como Católicos no pleno sentido da palavra, com as qualidades e defeitos inerentes a qualquer ser humano, que lutam por uma mais perfeita identificação com o Senhor, que “não recuem”... por nada nem por ninguém! A Igreja Católica, mais do que nunca, para crescer, precisa de testemunhos vivos! Estamos numa época em que ou se é... ou se não é. “Não deixem correr” o tempo em vão, porque “o perigo espreita” a cada passo, podendo levar-nos à tentação de nos deixarmos seduzir mais facilmente pelo mal, como acontece a quaisquer outros. Que as nossas atitudes sejam sempre coerentes e capazes de mostrar claramente a nossa alegria e felicidade de vida, a fim de levar os que nos cercam ao desejo veemente de experimentar viver assim também.
Neste tempo de Páscoa que decorre, unidos no mais puro Amor a Deus e aos irmãos, vivamos de mãos bem apertadas nas mãos chagadas de Jesus, para ficarmos mais fortes e podermos quebrar, de uma vez por todas, as cadeias do amor próprio, da incompreenHermínia Nadais

Publicada no Notícias de Cambra
são e do egoísmo.

domingo, 12 de abril de 2009

“AS MELHORES COISAS DA VIDA!”


A vida é cheia de surpresas! E, por vezes, é um pouco parecida com o tempo: tanto está com sol radiante e estrelas reluzentes, como, de repente, as nuvens lhe escurecem o dia e lhe escondem a beleza da noite. No entanto, com sol claro ou nuvens escuras, o dia, é sempre o dia. Nele, a neve e a geada matam insectos e vermes daninhos; as grandes nuvens formam trovoadas ou somente deixam cair as suas águas; o vento é bem-vindo quando se apresenta como brisa suave e é mal aceite quando causa distúrbios nas suas correrias mais fortes, mas vai ajudando à conservação e reprodução de várias espécies de plantas; o Sol, aquece e dá luz ao dia, e a Lua, é a candeia da noite... É assim, no ciclo da vida do tempo. E, bem vistas as coisas, são as intempéries do mau tempo que nos podem levar a apreciar a maravilha do tempo bom. É a água dos dias feios e cinzentos que dá ao Sol a ocasião de utilizar o seu brilho incandescente para dar vida e crescimento às plantas e animais, alegrando-lhes e amenizando-lhes a existência.
Como é bela a natureza! Como é harmoniosa a ordem natural das coisas, que, no silêncio das suas acções, em tudo obedece às leis do Criador e O glorifica. Mas... como reage o ser humano, no meio de tudo isto?
Analisando fria e minuciosamente a atitude de cada homem face aos seus iguais e a todos os outros seres, é fácil concluir que, sendo a mais perfeita de todas as criaturas e que deveria ser a mais livre e responsável, tornou-se, realmente, num escravo da sua liberdade, o mais rebelde e anarquista de todos os seres, o que mais foge à razão para que foi criado.
Para que esta afirmação não leve os que se sentem mais bem comportados a fazerem mau juízo, aprofundemos um pouco o desenvolvimento do homem desde a sua génese.
Dotado de inteligência racional, superior a todos os animais, instituído dominador e senhor de toda a criação, é o único ser que, logo após o nascimento, não pode prescindir dos cuidados maternos ou de um seu substituto por incapacidade absoluta de cuidar de si; enquanto entre animais da mesma espécie, que são instintivos, em locais diferentes, se encontram comportamentos muito idênticos, as capacidades inatas do ser humano de pouco lhe poderão servir se o seu meio envolvente não for favorável a um desabrochar sereno da aprendizagem, pois o desenvolvimento gradual do homem tem mais a ver com o meio ambiente onde está inserido do que com os seus dotes congénitos. Dois homens supostamente com as mesmas aptidões, um nascido na Selva Amazónica outro na cidade de Lisboa, forçosamente que cada um será bem diferente do outro. Se superior ou inferior, não nos cabe fazer qualquer juízo, pois nada temos que nos possa dizer a tal respeito o que quer que seja.
A superioridade do homem perante o mundo que o rodeia, é nitidamente visível. Mas, a tentação de cada homem se julgar superior a outro homem, é muito pessoal, e, por tal, de difícil observação concreta, nunca se podendo afirmar com segurança que haja supremacia de alguém sobre outrem em qualquer caso pontual. Para compreender tudo isto, teremos que questionar-nos sobre onde estará, de facto, a superioridade do homem.
Para responder cabalmente a esta questão, teremos que admitir que as duas facetas em que se cimenta a constituição do homem, a corporal e a espiritual, têm interesses antagónicos entre si e complicam toda a percepção do conceito de superioridade. Se por o lado exclusivamente humano perdura a lei do mais forte, se tivermos em atenção a espiritualidade humana o homem será superior na medida em que se colocar ao serviço de todos os seus irmãos principalmente os mais desfavorecidos. Desta forma, a superioridade do homem não estará na sua força, prepotência ou arrogância, mas na sua paciência, doação, carinho, simplicidade, humildade, compreensão, atenção, coerência... não se medirá pela grandiosidade dos actos praticados, mas pelo amor com que se praticarem, valorizando, acima de tudo, as coisas mais pequeninas; não estará na crítica destrutiva e malfazeja, nos argumentos esquivos ou na procura de galanteios, mas no reconhecimento da fragilidade humana, na capacidade de aceitar o outro tal como ele é, na ajuda a quem precisa, no assumir das fraquezas próprias ou alheias, na coragem e força de conseguir sofrer em silêncio, perdoar e amar.
Todos fomos criados para conseguir grandes feitos através das nossas pequenas acções. Dependendo do como encaramos os acontecimentos, na quase generalidade dos casos, o que parece grande e bom não passa de uma mera aparência. Se para muitos o ser bom e o ser grande é calcar para crescer, não olhando a meios para atingir fins, para outros, o crescer mais e mais acaba por ser fruto de muitas pisadas. Custa muito, claro que custa, mas é o que dá mais felicidade, e felicidade duradoira. Procuremos não pisar nem ser pisados. Não corramos atrás de aparências fáceis nem nos deixemos iludir. Correndo no tempo pela estrada da vida, sigamos em frente, deixando para trás a cegueira da nossa ignorância e o vazio da nossa existência, certos de que buscamos, assim, as melhores coisas da vida.

Hermínia Nadais
Publicada no Notícias de Cambra

terça-feira, 7 de abril de 2009

SERÁ TEMPO DE TRISTEZA! NÃO, DE FORMA NENHUMA.


Diz-se que o passado é a base do futuro, mas acho que nem sempre as recordações das vivências de outrora poderão fazer eco na preparação de um futuro com sucesso, a não ser que o presente, elo de ligação entre esses dois pólos, seja muito bem moldado.
Era muito criança, mas as marcas dos sentimentos vividos na época quaresmal ficaram-me indelevelmente gravadas na memória. Além da música que não se podia ouvir e das canções abafadas na garganta, aos domingos, as pessoas deslocavam-se massivamente às Igrejas para ouvir os “longos” sermões, que seriam tanto melhores quantas mais fossem as pessoas a suspirar de dor com derrame de abundantes lágrimas ao ouvir as palavras proferidas pelo orador que, com voz forte e retumbante, intencionalmente levantava sentimentos de pavorosa culpa nos ouvintes, face aos sofrimentos do Senhor. E o seguir os passos da Sua via-sacra, entre cânticos de uma tão grande tristeza, arrasava quem quer que fosse. As confissões quaresmais, vulgarmente chamadas de podadas, eram vistas como uma obrigação de, como obediência a Deus e com medo dos Seus castigos, “pespejar” o saco das culpas frente a um dos Seus padres, homem entre os homens e como os outros homens, arrepiando o coração de muitos.
Porque será que está tudo tão mudado? Será que a Quaresma perdeu o sentido?
Não! De forma alguma! Acho que as vivências de uma verdadeira Quaresma nunca tiveram tanto sentido como agora. Oxalá que a ligação entre o que ela foi, o que é,e o que virá a ser, seja bem construída.
O rodar dos anos mudou mentalidades e levou as pessoas a encontrar outras ocupações e a desertificar as Igrejas, mesmo na época da Quaresma, é um facto. Mas, a consideração e reconhecimento dos direitos da criança e de todo o cidadão, foi alterando, progressivamente, o modo de viver. O conduzir à obediência pelo tradicional medo do castigo foi sendo substituído pelo respeito, carinho e amor que deve haver entre o educador e o educando. A compreensão mútua entre os homens, tendo em conta as responsabilidades inerentes às condições sócio-económicas de cada um vão sendo promovidas em cada dia. Há um reconhecimento cada vez mais profundo de que o verdadeiro valor da pessoa humana se encontra no desenvolvimento global e harmonioso das potencialidades inatas e adquiridas de cada um, da forma como as aproveita para a sua realização pessoal e de como as coloca ao serviço da comunidade. Ora, estes valores tendem a ser evidenciados em todos os homens em geral, independentemente da sua proveniência ou religião.
As vivências quaresmais têm por finalidade desenvolver nos cristãos todos estes valores, numa caminhada de fé enraizada nos passos de Cristo, a verdadeira perfeição e a mais completa das doações, pois colocou-se tão inteiramente ao serviço da comunidade que se deixou morrer por ela. A Quaresma, para os cristãos, é um caminhar mais ao encontro de Deus vendo-O e procurando-O em cada pessoa que os rodeia, seja agradável ou desagradável, mas principalmente nos que mais sofrem a fome, o frio, a nudez, a tristeza, a doença, o abandono, a falta de afecto e ternura... É, à imitação do Mestre, um aceitar com amor, carinho, e sem reclamações, tudo quanto a vida trouxer.
É difícil?! É, Ele sabe. Mas, é possível. E a quem o desejar, Ele está presente para transformar “essa” a que chamamos “nossa cruz”, numa verdadeira “árvore de vida”.
Que bom que houvesse a benesse de todos os cristãos (homens) assim entenderem!...

Hermínia Nadais
Publicada no “Notícias de Cambra”

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A PRIMAVERA DA VIDA... NA PRIMAVERA DO TEMPO!


Como é belo o ciclo da vida que, incansavelmente, renova o mundo em todas as suas vertentes!
Nada mais gratificante para uma pessoa que vai gastando a vida do que encontrar no seu caminho um bom bando de jovens, pois são os rostos que enfrentarão as belezas ou agruras do mundo de amanhã, como nós tivemos de enfrentar os dias que já passamos e vamos passando as horas em que vivemos.
Todos os anos, depois de algum tempo de adormecimento hibernal, o ressurgir da vida por entre as nuas varas das florestas e bosques, nas bermas das estradas e caminhos, nas longas planícies dos campos e nos pequenos canteiros dos jardins, adorna a Natureza com as mais exuberantes vestes multicores enchendo-a do mais inebriante perfume. O canto dos passarinhos, fundido com o zumbido dos insectos, fornecem aos transeuntes as mais inebriantes melodias.
Então diz-se que são estas características raras que fazem o adorno ímpar da paisagem que nos circunda, tornando este pequeno canto do planeta o mais apetecido e desejado jardim da Europa, plantado amorosamente à beira mar.
Pensando um pouco na Primavera do tempo, há várias razões para considerar muito importante esta época do ano. Primeiro, porque é por demais agradável aos sentidos e penetrante até às mais recônditas profundezas do “ser” do coração do homem, com possibilidades de o elevar até às alturas; depois, porque é determinante para a produção agrícola dos que vivem do trabalho campestre, pois dependerá, naturalmente, no seu “quase” todo, das condições favoráveis ou desfavoráveis da Primavera.
Se no tempo, a vida da natureza, que renasce na Primavera, precisa de condições favoráveis para se desfazer, nas ocasiões oportunas, em abundantes flores e frutos, a vida do homem, que toma a sua forma mais decisiva durante a juventude, precisa, nessa primavera da vida, de ser acariciada com todas as oportunidades de desenvolvimento a fim de poder enveredar por um caminho favorável à produção dos apetecidos frutos do amor, carinho, serenidade, dedicação, ternura, honestidade, trabalho, competência...
É sabido que, na Natureza, as sementes não produzem fruto fora da terra preparada. E, como não se podem colher frutos de sementes caídas nas pedras, também não se podem colher uvas em espinheiros.
Transpondo para a vida humana, quantos disparates encontramos!...
Sabemos muito bem o que queremos nós que sejam os homens, mas... Quem somos nós, entre os homens? Porque somos assim? Que nos mostraram, na primavera da nossa vida? Que exemplos nos deram? Que figuras nos apresentaram para possível ídolo ou modelo de imitação? Ao olharmos para nós mesmos, talvez tenhamos necessidade de pensar um pouco em tudo isto, para não nos sentirmos tão culpados das irreverências cometidas.
Agora, quanto ao que queremos do nosso futuro, que virá a expressar-se na vida dos que nos precedem no tempo, os nossos jovens, que alegres ou tristes, interessados ou distraídos, pacientes ou agastados, são o espelho do nosso amanhã. Que damos nós às primaveras dessas vidas que vemos crescer? Que compreensão? Que ajuda? Que exemplo? Que amor e doação?... Sim, que amor e doação, acima de tudo?!...
Críticas, não! Não levam a lado nenhum. E para os criticarmos, teremos que nos criticarmos a nós próprios, e quantos de nós, talvez um pouco, todos nós, fomos e somos vítimas de educações deficiente, de valores mal apresentados e explorados... porque os nossos progenitores também assim foram, e, ainda... os progenitores dos nossos progenitores.
O mundo é assim, uma constante mudança. Aceitemo-la com compreensão. Sejamos francos e abertos, compreensivos e construtores de um mundo novo, seja qual for a nossa idade ou condição.

Hermínia Nadais
Publicada no “Notícias de Cambra”

quarta-feira, 18 de março de 2009

PORQUÊ... SÓ AGORA!


Há questões para as quais só o “tempo” poderá oferecer resposta convincente... mas... nem sempre o tempo tem o dom de trazer a resposta adequada para todas as questões?!...
Já tenho algumas boas primaveras de que muito me orgulho, mas esta está a ter, para mim, um sabor muito especial. Mesmo com o tempo invernoso, chuvoso e frio como não lembra, o Céu é muito mais azul e a Terra mais verde, as flores mais belas e o canto dos passarinhos mais suave e melodioso.
A Primavera é sempre o desabrochar de vida nova com o começo de novas vidas. Esse facto ressalta, claramente, a todos os olhares. Mas, na renovação do insondável mistério da vida, existem outros mistérios facilmente despercebidos, porque não palpáveis aos sentidos estritamente humanos.
Na Primavera decorre a maior parte do tempo da Quaresma; nela se renovam mais intensamente as Celebrações Pascais, com todas as suas doações. Estes acontecimentos, para muitos rotineiros e sem sentido, tornam-se, ininterruptamente, numa vivência única para todos e cada um. Prestando atenção às solicitações externas e internas que se nos vão proporcionando das formas mais diversas, poderemos constatar esta grande verdade.
Na estrada da vida, por onde caminhamos incessantemente, intercaladas com algumas pequenas rectas surgem as curvas mais sinuosas e inesperadas, cada uma com seu “quê” de especial. E é na passagem cuidada de todos os imprevistos dessa tortuosa via que a nossa vida se vai apresentando mais ou menos válida, mais ou menos segura de si perante tudo o que a rodeia, mais ou menos apta a conquistar outras paragens e transpor novos horizontes à procura de outros sabores da alegria de viver.
A Quaresma, sem dúvida, é o tempo ideal para nos abandonarmos loucamente nos braços carinhosos do “Pai” e aprendermos a manter-nos mais unidos a Ele, num diálogo permanente, forte e profundo; então, assim, já é um pouco mais fácil lançarmo-nos fortemente nesta aventura de vida, que nos traz o benefício de uma felicidade sem par. Não é preciso metermo-nos em façanhas de vulto, pois a vida será grande somente quando nos dedicarmos à perfeita execução das coisas mais pequeninas: é um amigo que necessita de consolo e a quem dirigimos uma boa palavra; é uma conversa que pede uma resposta brava e respondemos doce e carinhosamente; é a troca da comodidade e bem-estar pela alegria de um encontro; é a incompreensão que dá lugar à delicadeza de um carinho; é a indiferença substituída por uma mão aberta para dar; é o apagar da brusquidão por muito, muito amor... E nisto consistirá, realmente, a nossa “Páscoa”, a passagem de uma vida pouco útil à vivência da verdadeira utilidade de uma vida.
Trabalho difícil e moroso, mas não impossível! Para o conseguirmos, basta domar a nossa vontade à vontade do Pai seguindo as pisadas do Filho, o Verdadeiro Caminho, Verdade e Vida. Assumidos, sem receios ou preconceitos, comecemos a gozar a alegria deste modo de viver... já, neste momento... para que não venhamos a repetir os desabafos de muita gente: Porquê... só agora!

Hermínia Nadais
Publicada no Notícias de Cambra