quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ANO DA FÉ




Falar em espiritualidade é falar do interior da pessoa humana que tem necessidade de acreditar em algo para poder sobreviver. Algumas pessoas acreditam que o dinheiro dá felicidade e fazem tudo por o conseguir; outras acreditam que a felicidade se encontra no correr montes e vales atrás de tudo o que lhes cause prazer imediato e satisfação; há as que pensam que a felicidade é apresentar-se muito bem e serem admiradas por toda a gente; há ainda as que gostam de mandar e ter poder, no desejo de encontrar aí a sua felicidade.
Puro engano! Tudo isto pode dar um pouco de felicidade, mas efémera e passageira! A felicidade duradoira que preenche por completo o corpo, coração e alma, neste mundo, não existe, porque a felicidade não se encontra em nada que o vento e o tempo levem, mas na descoberta e vivência do AMOR que nos habita no mais íntimo do nosso ser, pois só esse AMOR é verdadeiro e nos pode fazer minimamente felizes levando-nos a esforçar-nos o quanto pudermos para darmos felicidade a quem nos rodeia!
Mas não tenhamos ilusões, pois ainda assim, neste mundo, só conseguiremos alguns momentos de felicidade, mais ou menos intensos e longos, interpolados com muitas aflições, dissabores e desenganos.
A felicidade plena neste mundo é uma utopia! A felicidade está intrinsecamente ligada ao amor, e não há amor nem felicidade sem conhecimento do ser amado e doação gratuita!
O amor, quando verdadeiro, gera vontade e coragem de conhecer, compreender, aceitar, partilhar e ajudar, pois são estas e outras atitudes similares que fazem o Amor florescer e crescer cada vez mais no coração das pessoas e, deste modo, tornar o mundo mais solidário e caritativo como todos nós desejamos.
Tal como os olhos são as janelas do corpo, a Felicidade/AMOR emanados do coração são o suporte do espírito e as janelas da alma, que existem dentro da própria pessoa, e é aí que têm de ser procurados e encontrados.
O Ser Humano nasceu para amar! Só poderá encontrar a FELICIDADE no AMOR! E só quando se sentir amado e for capaz de amar tem possibilidade de ser realmente feliz.
Queiramos ou não, somos quadros esculpidos e pintados muito cuidadosamente por ALGUÉM que nos criou cada qual diferente do outro, com defeitos e qualidades específicos, únicos e irrepetíveis, que o Pintor/Escultor, Deus, o Amor por excelência, ama infinitamente, assim como todos são e cada um é! Ainda que não sejamos amados por mais ninguém, Deus sempre nos amará, independentemente de O querermos ou não e de aceitarmos ou não o Seu Amor! O amor de Deus por nós não tem nada a ver com as nossas ações, mas com a essência de Deus que é amor, e muito simplesmente, ama, Ele não poderá nunca fazer outra coisa além de amar e ajudar a amar!
Ter Fé é acreditar em Deus Amor! O Ano da Fé tem por fim levar-nos a compreender este Amor louco e apaixonado de Deus pela Humanidade, que nos foi apresentado na vida e obra de Jesus Cristo, HOMEM incomparável que foi e sempre será o maior personagem de toda a história.
Oxalá o consigamos! Pois desde o nosso nascimento até à nossa morte, pacientemente, Jesus espera que aceitemos o Seu AMOR e tentemos viver do Seu jeito, amando amigos e inimigos, as pessoas de quem gostamos mais e aquelas de quem gostamos menos, tal como Ele ensinou quando viveu como nós neste mundo e os Seus seguidores, obedecendo à Sua vontade, nos deixaram registado para sabermos como bem viver – AMANDO!
Felicidades, queridos leitores!  E que Jesus Cristo vos proteja, qualquer que seja a forma como O amardes e seguirdes, ou mesmo se O renegardes, pois Ele estará sempre convosco, queirais ou não, porque ELE é parte integrante de todos nós!

In "Notícias de Cambra"

domingo, 25 de novembro de 2012

Quando o Sol se põe…anoitece!


Não sei muito bem como começar! Estou cansada de ver as carícias da Lua, o cintilar das Estrelas e os sorrisos do Sol desmaiados pelas desventuras de uma Humanidade que poderia ter tudo para viver desafogadamente e, por culpa própria, se encontra, quase por completo, na maior das amarguras!
Ao ouvir falar tantas vezes de crise resolvi retirar dos meus olhos as vendas cor-de-rosa com que gosto de os cobrir, e, muito tristemente, acabei por verificar que o panorama mundial, de facto, é mais que aterrador!
A maior parte dos HOMENS e MULHERES do nosso tempo transformaram uma época que pretendíamos fosse de luzes numa quase total escuridão, pois no egoísmo exagerado do ter… esqueceram-se que são seres sociais por excelência, e que o mal de uns afeta os outros e cria enormes problemas para todos.
Se Deus fosse pessoa como nós, amando-nos infinitamente como nos ama, choraria dia e noite com pena desta humanidade desatinada! O enorme desenvolvimento que o mundo tem conseguido a todos os níveis, deve-o a quem? Quando os homens pensam viver sem Deus… as coisas começam a correr muito mal!
As descobertas científicas e o avançado da alta tecnologia poderiam servir para mimar vidas e alegrar corações, mas fizeram com que a enorme maioria dos HOMENS, em vez de VIVEREM NO AMOR FRATERNO PARA QUE FORAM CRIADOS, enveredem por caminhos errados! Livres para fazer o que muito bem entendem… Deus não pode fazer nada contra a vontade deles!...
Neste contexto, e tendo em conta a atual vida de muitos países inclusive o nosso querido Portugal, o fabrico de leis de índole duvidosa deixa que pessoas depravadas ou eticamente pouco esclarecidas possam roubar com legalidade, das mais variadas formas: em desvios de dinheiro… que o Estado tem de pagar para que os seus membros não percam os proventos metidos nos bancos defraudados; em obras portentosas que gastam sempre um sem número de milhares ou milhões de euros a mais do que o orçamento inicial; em salários francamente desproporcionados em relação ao trabalho feito e à miséria dos que efetivamente suportam com seus braços a economia do País; em mordomias descabidas e desrespeitosas para quem tanto trabalha e tantos impostos tem de pagar para que possam usufruir dessas mordomias; em reformas precoces, de montantes elevadíssimos, e vitalícias… acrescidas do facto de os ditos reformados poderem ter ainda outros novos empregos de salários chorudos… a lançar para o desemprego quem precisa do ordenado para poder sobreviver; em veículos de preços exorbitantes… quando qualquer carro tem quatro rodas que para andar servem muito bem; e… quantas mais atitudes erradas andarão por aí… umas que já vão rolando entre amigos em surdina… outras que nunca mais irão saber-se!
Valha-nos… quem nos possa valer! Depois querem calar a boca do povo dizendo que gastamos mais do que o que devíamos!
É natural! O exemplo vem sempre de cima! Cada Governo queria ter e dar mais benesses que o outro… para se ajeitar melhor a si mesmo e conseguir mais votos para as novas eleições!...
Pela parte que me cabe, trabalhei duro até mais não! Nunca pedi aumento de ordenados! Quando fui para a aposentação, porque não me tinham feito atempadamente as necessárias atualizações de descontos, tive que pagar, ao tempo, três mil e tal contos (15000€) e não me queixei! Depois de aposentada, decidi fazer algo de bom para a comunidade para merecer o dinheiro que me pagam no fim do mês. E ninguém imagina o quanto trabalho!
Vou acompanhando o melhor e pior no decorrer dos dias, sem convicções Políticas! Mas confesso que faz falta no Governo um homem de pulso que consiga levar a cabo uma das boas afirmações do Salazar, que era mais ou menos assim: é preciso que a máquina do Estado crie leis de tal forma justas e isentas que os senhores deputados não possam, legalmente, favorecer familiares e amigos!
Quando o Sol se põe, anoitece! A minha paciência, chegou ao fim! É noite! Desculpem-me… mas isto é apenas uma mostrazinha do quanto me dói o coração!

 In "Notícias de Cambra"

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Recordar… para vencer!




As férias acabaram para quem as pôde gozar… nem sequer começaram para quem a vida só tem preocupações e canseiras… e continuam indefinidamente para quem espera conseguir meios de sobrevivência, vendo o tempo levar consigo o subsídio de desemprego e sem saber o que poderá acontecer depois!
Este panorama é realmente triste e arrasador! E agrava-se muito mais quando acabamos por interiorizar que todos, sem exceção, temos alguma culpa em tudo quanto se está a passar por esse País e Europa fora.
Quando penso nos meus primeiros anos de vida e recordo as palavras e atitudes de meus pais e das pessoas com quem convivia, chego à conclusão de que o favoritismo exagerado que se foi dando nessas idades a quem nos sucedeu esteve e continua a estar na raiz de toda esta embaraçosa situação!
A fuga desenfreada ao calor do Sol que abrasava os corpos bronzeados curvados ao peso da enxada e da foicinha trouxe consigo um sem número de problemas tremendamente difíceis de ultrapassar. A cultura que se foi espalhando e adquirindo gradualmente foi e é muitíssimo preciosa, mas mostrou-se incapaz de acompanhar a interiorização das estruturas geradoras da responsabilidade inerente a um crescimento pessoal condigno, como aquele que existia quando o pão fabricado com o milho colhido nos campos acompanhava a sopa… e as galinhas, os ovos, os coelhos, o leite e as crias das vaquinhas iam fornecendo o dinheiro para um pouco de mercearia e bacalhau comprados na feira, para o carapau e a sardinha que a peixeira trazia na sua característica cestinha, e para o porquinho morto em Novembro/Dezembro, meses frios e propícios à salga caseira da carne, preparação de enchidos e à guarda de rojões na banha, provisões que deveriam chegar até ao final do ano! A marca do que se vestia naquele tempo dependia do dinheiro para o tecido e do jeito da costureira ou alfaiate, e normalmente havia a roupa do trabalho semanal e uma outra para sair ou ir à Missa ao Domingo! E para se conseguir alguma pecinha nova… era preciso esperar pelo Natal, pela Páscoa ou pelos dias festivos dos Santos Padroeiros que, enquanto fortaleciam a fé dos cristãos, iam animando um pouco mais as nossas aldeias. Eram estas vivências que tornavam as pessoas capazes de resistir a todas as intempéries, e a vencer as dificuldades mais amargas.
Criados num regime tão autoritário e com tantas privações, é muito natural que os pais e avós fizessem tudo para melhorar a vida dos seus filhos e netos… mas eram escusados tão magnos exageros!...
Há uma outra questão a considerar! Quando as pessoas estão muito habituadas a obedecer… não sabem usar da liberdade e acabam por transformá-la em anarquia… o que talvez tenha acontecido com a enorme maioria do povo, principalmente do português! De um Governo permanente que economizava por demais, mandava em tudo e tudo proibia… passamos a Governos que se sucedem uns aos outros, se esvaem em condescendências para amigos e se enchem cada vez mais de mordomias, ao ponto de, passados uns aninhos na governação… acabarem por ficar muito bem governados com reformas vitalícias chorudas! Por acaso… já alguma vez nos predispusemos a pensar em quantas pessoas já passaram pelo Governo e estão… assim… muito bem governadinhas?!... Talvez não!... E não vamos esperar que isto mude facilmente… porque os que agora governam têm que respeitar os que antes governaram… para que os que vierem a governar depois deles os respeitem a eles também!… E o povo… que os vai metendo lá no poleiro… anda mesmo desgovernado com tantos apertos que não sabe mais o que há-de fazer!... Valha-nos a decência e a moralidade… impregnadas de muito bom senso, altruísmo e Justiça Social! 
As crianças e jovens de hoje serão os governantes de amanhã! Ao lado da implementação da cultura urge incentivar à responsabilidade social! Os alunos não podem ser números, mas tratados como pessoas que são, diminuindo o número de alunos por turma em vez de o aumentar, pois quem tem passado pela Escola sabe muito bem onde vão dar estas e outras atitudes descabidas. Depois, é preciso preparar os jovens para um bom entendimento conjugal, de modo a restaurar e fortalecer os valores familiares para que as crianças e jovens possam aprender na família o caminho da verdadeira liberdade que está no exato cumprimento de todos os deveres e no querer para os outros o mesmo que queremos para nós, repartindo com quem precisa, não só os bens materiais, mas todos os saberes e modos de viver para que a Sociedade ultrapasse a crise e possa sentir-se mais realizada e feliz! 

domingo, 7 de outubro de 2012

SER OU PARECER!




Desculpem-me a ousadia, mas hoje apetece-me fazer uma pequena (in)confidência, que me perdoem os evocados!
Faz tempo convidaram-me a ir a uma sessão de fados por artistas amadores a realizar num determinado local cá do sítio.
O tempo era escasso! Mas a possibilidade de poder ouvir fados cantados por pessoas da terra, algumas delas amigas muito queridas, levou-me a aceitar o convite.
O evento englobava um jantar convívio, onde se inseriram várias pessoas, algumas que nunca tinha visto entre outras minhas amigas ou conhecidas.
O ambiente era acolhedor e harmonioso.
Excluindo um pouco alguns e algumas “gralhas” a necessitar de dar nas vistas, o salão ficou cheio de gente interessada no acontecimento e feliz por, numa sã camaradagem, evocar memórias, fazer novos amigos, ou, muito simplesmente, partilhar um pouco de vida, alegria e boa disposição.
É curioso que, mesmo no meio de pessoas com gostos, ideias e interesses diferentes dos nossos, há sempre quereres parecidos ou iguais. Numa mesa em frente, estava um casal para mim indefinível: a amizade connosco era pouco intensa, a ideologia discrepante, a espiritualidade diferentemente vivida, um certo antagonismo na maneira de ser e de querer… mas uma enorme e digna realidade nos unia e une: o interesse pela verdade no valor incomensurável do verdadeiro amor e no gosto pela partilha das mais divergentes descobertas, num sábio e permanente gerir de conflitos para melhorar o bem-estar geral e o crescimento global e globalizante de quem connosco convive.
Depois de um breve e brilhante encontro de boas-vindas com um cumprimento muito cordial e dois dedos de conversa desconcertada arranjada um tanto à pressa sem sabermos muito bem o que dizer, ocupamos os espaços que nos estavam reservados.
De quando em vez, verificávamos que os nossos olhares se iam cruzando por entre as conversas animadas e os aplausos empolgados aos artistas no aconchego agradável e melodioso daquela noite embevecida onde se respirava uma inefável e deleitosa paz.    
O adiantado da hora fez com que o casal se retirasse antes do fim… com um sorriso aberto, franco e acolhedor, acompanhado de um leve acenar de mão e um olhar muito terno e carinhoso.
Permanecemos ali durante mais um tempinho, mas sem aquela sensação inebriante dos maravilhosos momentos de ventura, serenidade e paz que o António e a sua linda e delicada esposa me fizeram sentir, me inundaram de todo o coração, me marcaram a vida e ma marcarão indelevelmente até ao resto dos meus dias.
Por estas e outras semelhantes, posso afirmar com toda a certeza que, “quem tu pareces, não interessa, mas quem tu és na realidade, sem sombra de dúvida, faz toda a diferença!” Ser… ou parecer… é uma questão a ter em conta e que urge saber escolher e ter a coragem necessária para levar a cabo a decisão tomada, pois seja qual for, pela coerência a ter, nunca será fácil!
Neste contexto… qualquer que seja a nossa crença religiosa ou mesmo que queiramos afirmar não ter crença alguma, no desenrolar da nossa vida, que não queiramos parecer… mas muito simples e delicadamente que sejamos, realmente, algo que irradie todo o amor e dedicação que o mundo precisa para ser minimamente feliz!
In "Notícias de Cambra"

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ONDE O DINHEIRO ENTRA… DESAPARECEM OS VALORES!



Quando o Homem pensa demais no dinheiro deixa-se embriagar por ele e comete as maiores loucuras.
Hoje, e novamente, deu-me para pensar nas promoções nitidamente exageradas dos nossos mercados principalmente a nível dos géneros alimentícios, que são os de primeira necessidade em qualquer vida.
Claro que estou a referir-me às grandes e médias superfícies, pois do comércio tradicional os tempos áureos há muito se foram, e por mais que o queiram e necessitem, não é por aí que conseguem aumentar o seu número de clientes.
Quando começaram a entrar no País os Continentes e afins, tive a nítida sensação de que, face ao que se observava a olho nú, o comércio tradicional só conseguiria aguentar a pancada com a formação de cooperativas, mas diga-se com verdade que isso de cooperativismo nunca foi apanágio do povo português.
Mantive-me fiel ao abastecimento da despensa familiar no referido comércio tradicional enquanto pude, até que entrei num desses mercados onde havia de tudo sem ser necessário vaguear pelas ruas na busca de merceeiro, frutaria, salsicharia, talho ou peixaria… situação que facilita muito a vida de quem tem que ir às compras. Mas… temos que estar com os olhos bem abertos e a cabeça a pensar, para não nos afogarmos nas enxurradas.
Sempre fui muito atenta aos preços. Não por necessidade veemente de economia nitidamente familiar, pois temos tido largamente que baste, mas por estar consciente de que devemos viver com o necessário uma vez que o que sobra, moralmente falando, será pertença de quem tem menos do que nós. Quem puder entender… que entenda!
Analisando bem as situações, antes desses grandes espaços comerciais não tínhamos sequer acesso a muitas coisas que nos deliciam os sentidos, e isso foi muito bom!...
Mas… deixem-me que vos diga! Num passado bem recente… antes dessas promoções malucas que o Pingo Doce inventou, pagávamos o arroz carolino da marca da casa a cinquenta e seis cêntimos o quilo… e agora pelo quilo do mesmo arroz temos que pagar setenta e quatro cêntimos. E não vale a pena enumerar situações idênticas a esta, pois cada um tem olhos e cabeça para ver, pensar e olhar por si.
Perante tudo isto, acho pertinente repetir aos consumidores que abram os olhos… porque “quem dá leva sempre um saco”!
Pessoas altruístas, existem, mas normalmente não estão metidas nestes ambientes comerciais... onde ninguém dá nada a ninguém. Por isso, urge interiorizar que é hora de darmos oportunidade a quem possa travar estas e outras injustiças.
Não tenhamos ilusões de que, se essas grandes e médias superfícies que tanto palmilhamos acabam de vez com os pequenos comerciantes que ainda vão resistindo… ficamos como dantes, prisioneiros do que eles quiserem que paguemos!...
Antes de tomar a decisão de trazer de novo a lume este tema, tive o cuidado de percorrer várias superfícies de grande porte… e em todas encontrei a mesma técnica: preços acentuadamente baixos numa pequena exiguidade de produtos, e na sua grande maioria preços idênticos ou mesmo iguais.
Acho que é tempo de olharmos mais a sério pelos nossos interesses e tentar não nos embriagarmos com o dinheiro fácil, para não termos que sofrer com o “quem tudo quer… tudo perde!”
Muito Boas Férias… para quem as puder gozar!
Já agora, para quem a vida estiver mais dura… basta mudar um pouco de ocupação para se poder descansar, porque isto de férias em loucuras e correrias… não preparam ninguém para um novo ano de trabalho frutuoso. Por isso mesmo, resta-me desejar a todos, do mais fundo do coração, muito discernimento, sabedoria e bem-estar!   

 In "Notícias de Cambra"

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

INTERIORIDADE!




Cada “Ser Humano” é um todo, corpo e espírito, que tem de se preocupar por desenvolver capazmente todas as aprendizagens que possam enriquecer estas duas vertentes que o perfazem.
Temos a tentação de pensar por demais no corpo! Mas, “o mais importante é invisível aos olhos!” O corpo, qualquer que seja a sua realidade física, cor dos olhos, dos cabelos ou da pele, será sempre e apenas o cartão de visita da pessoa neste mundo físico onde todos vivemos e onde cada um, da concepção à morte, tem o seu lugar específico e o maior valor que se possa imaginar.
 A concepção e a morte são os dois maiores acontecimentos físicos do “Ser Humano”, pois quem foi concebido, morrerá, irremediavelmente. Daí, a enorme gravidade da provocação do aborto, que tira à pessoa a possibilidade da sua realização pessoal, e ao mundo o poder usufruir de todo o bem ou mal que essa pessoa poderia vir a fazer. Ainda que haja pessoas que nos pareçam menos boas ou mesmo más, são “Seres Humanos” com defeitos e qualidades que nos podem ajudar a crescer como quaisquer outros. Crescemos com o bem que nos encoraja e com o mal que nos leva a aceitar, rezar, compreender e perdoar.
Se… em vez de passarmos a vida a tentar encontrar o maior bem-estar e a arranjar soluções para a fome, frio, nudez e tudo o que nos afecta o corpo, déssemos prioridade ao cuidar seriamente da nossa espiritualidade, seria muito mais fácil resolver e ultrapassar todos esses problemas.
Em tempos idos, perante pessoas psicologicamente afectadas, já se reconhecia a dualidade corpo/espírito utilizando a expressão “mente sã em corpo são” ou “corpo são em mente sã”. Evidenciava-se ainda o “filho de burro sai cavalo” ou o “tal mãe tal filha”, para culpar o factor hereditário e a educação. Hoje, a essas situações comportamentais em que “os olhos falam do que o coração sente” e que por mais que nos esforcemos nunca conseguiremos reconhecer perfeitamente, chamamos distúrbios emocionais, stress, depressão. Mente, coração, alma, psiquismo, é tudo quanto só pode ser sentido no mais profundo das pessoas, no seu interior ou espírito! Mas, é delas que nasce a alegria ou tristeza, sucesso ou frustração, sabedoria ou ignorância, força de vontade ou indolência… tudo quanto ajuda a justificar a sua verdadeira educação  e a formar a verdadeira personalidade, o que a pessoa realmente é.
Cada pessoa é sempre o resultado da sua luta interior entre o bem e o mal, essas duas forças antagónicas e persistentes que determinam tudo quanto expressa nas suas atitudes corporais. Aprender a dominar os maus instintos, a fazer boas escolhas e a ter força para praticar o bem é trabalhar a interioridade.

Se não somos bebés, crianças, adolescentes ou jovens para termos ao nosso lado algum adulto que, melhor ou pior, nos vá apontando escolhas e aplanando caminhos, temos que aprender a trabalhar cada vez melhor a nossa interioridade, até a última das aprendizagens, a morte!. Que Deus nos ajude!

 In "Notícias de Cambra"