quarta-feira, 16 de março de 2011

A Família e o Amor

A família, escola de amor, é o lugar onde as coisas melhores e piores podem acontecer. A família é a célula da sociedade. se queremos ter uma boa sociedade , teremos que lutar muito para que o coração da família, unido pelo amor, seja liberto dos egoísmos e egocentrismos que destroem as relações humanas.
O amor, quando é amor, não acaba, porque o amor não é sentimento, é decisão! Por isso, temos que amparar muito bem os casamentos… e ter um imenso cuidado com as separações, pois se há muitos casamentos que nunca o foram… também há muitas separações que não existem… porque as pessoas podem viver distanciadas umas das outras e ter os corações bem próximos.
O amor familiar, se existiu, pode estar bem escondido debaixo das cinzas das amarguras e desentendimentos, mas está lá, porque um relacionamento profundo deixa sempre marcas indeléveis!
É urgente que os esposos se habituem a sair da rotina das relações familiares para descobrirem inúmeras formas de lhes dar novidades e atenções permanentes… para que o amor que ainda existe não acabe por ficar sepultado nas marcas também indeléveis dos inúmeros períodos de esmorecimento e desencanto… que acontecem… acreditemos ou não… em todas as vidas!
“É preciso fazer ressurgir a esperança, para que o coração da família volte a bater”.
Amar não é dizer “eu amo-te”, é viver em amor. E amor é quando a mulher continua a amar o marido mesmo depois dele a ter traído; é quando o marido continua a amar a mulher mesmo depois de incompreendido e desprezado; é quando o homem, a mulher ou os dois, continuam a amar os filhos…mesmo que eles não os compreendam nem correspondam às suas expectativas de pais!... Amor é quando se vai ajudar, o bêbado que se embebedou porque quis; é quando se vai ajudar a pessoa que não pode; é quando se está num mar de tristeza mas se sorri abertamente para a pessoa que passa, para que ela se sinta feliz; é quando se escuta alguém com a maior atenção, nos momentos em que precisávamos, nós, de ser escutados…
É urgente pensarmos seriamente e cada vez mais na defesa do casamento, da saúde, da vida, das crianças, dos idosos… pois todos são parte integrante da sociedade.
Falamos muito na educação das crianças, mas somos nós, adultos, que temos de nos reeducar e renascer para uma vida nova, aprendendo uma nova mentalidade, liberta de culpabilidades e egoísmos torpes, e voltada, sim, para o verdadeiro amor.
A criança, tal como o adulto, é um ser social que não pode educar-se só na família, mas que aprende com a sociedade. entre Família/Sociedade há uma interligação constante. O lugar da família é o coração da sociedade, e a sociedade será o que forem as suas famílias. por isso, é preciso que as famílias que nos circundam, do vale ou da serra, da aldeia ou da cidade, sejam, convenientemente, reeducadas.
A pessoa humana, no seu ser, é comporta de desejos de verdade, justiça, beleza e bem-estar, que se esperam alicerçados no amor a si mesmo, a Deus e ao próximo. A relação com o divino, que é propriedade intrínseca do ser humano, é urgente que seja recolocada na vida. Precisamos olhar o mundo e os homens, não só com os olhos físicos do corpo, mas com os olhos da alma, do coração, da inteligência, vontade, sensibilidade e razão, mantendo retidas na memória as palavras que o Santo Padre nos veio dizer, que não nos trazem nada de novo, mas nos lembram, clara e convictamente, o que queremos ignorar e é urgente viver!

Hermínia Nadais
Publicado no " Notícias de Cambra"

domingo, 13 de março de 2011

Os desertos da vida!...

Quando falamos em desertos, quase inconscientemente, parece-nos sentir o sol bem desperto, ver areia por todo o lado, alguns camelos e caminhos imperceptíveis na busca de um pequeno oásis… algures… não se sabe bem de que tamanho nem de onde poderá surgir… pelo que a dificuldade de movimentação é enorme e uma bússola é de todo imprescindível para uma orientação capaz.
Um olhar mais profundo para a aridez do deserto tal como a imaginamos, pode levar-nos a pensar nos desertos da vida, com tudo o que têm de semelhante e de diferente.
Os desertos da vida… que todos nós temos... não têm sol quente nem camelos solitários em quilómetros de areia movediça! São momentos de desalento aterrador, de dúvida, solidão e indiferença, onde as sombras assustadoras da “noite” nos envolvem de tal modo que a sensação de um vazio atroz faz sobressair o nada que somos e nos leva para bem longe a esperança que nos move na busca do verdadeiro caminho a percorrer… na luta constante pela felicidade que todos ansiamos e para a qual todos fomos criados e que só em Deus encontraremos.
Estas situações… quando não bem assumidas e geridas… ou mesmo assumidas com coragem… são sempre difíceis de ultrapassar sem a ajuda e consolo de alguém com vivências de experiências idênticas… pois as experiências nunca são iguais nem se repetem, ainda que seja com a mesma pessoa, uma vez que cada situação ou momento são únicos numa vida.
Estes momentos de deserto, que acontecem naturalmente em qualquer vida, não nos podem deixar cair no desespero, mas devem ser bem aproveitados para, numa maior intimidade com Jesus Cristo, nos levarem a um maior crescimento espiritual e humano.
Estamos em pleno Tempo Quaresmal, tempo em que nós, cristãos, devemos procurar, bem longe dos desertos difíceis atrás descritos, aquelas situações de deserto, ou seja, do retirar-nos um pouco da nossa rotina diária para meditarmos mais seriamente em tudo o que nos leve a olhar-nos tal qual somos para que nos aceitemos com defeitos a corrigir e qualidades a desenvolver, e levemos o conhecimento à acção/conversão/mudança de vida.
A mudança de vida ou conversão pessoal não é só para os cristãos, é para toda a gente que se preza de ser gente. Por incrível que pareça… nenhum de nós, cristão ou não cristão, poderá fugir da sua realidade de criatura de Deus que, de forma livre e responsável, deve desejar o bem (próprio e alheio) e evitar o mal (próprio e alheio).
Que neste tempo de mudança tenhamos a sabedoria de saber encontrar o verdadeiro caminho nas nossas vidas, pois só assim, o “ama e faz o que quiseres” de Santo Agostinho, será uma máxima em todas as vidas… que tudo farão para que haja mais entendimento, solidariedade e paz!

Hermínia Nadais
A publicar no "Notícias de Cambra"

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

OS DOIS SENHORES

Cada “Ser Humano”, na sua essência real, é formado por corpo e espírito, os dois senhores que o integram e que, por natureza, são antagónicos entre si. Por este facto, o “Homem” será sempre confrontado com múltiplas escolhas e decisões, pois as preocupações com o “ter” tudo para o corpo e o “ser” tudo no espírito serão uma constante que acabará por comandar todas as acções da sua vida.
É muito bom estarmos convencidos de que, humanamente falando, somos muito limitados, pelo que ninguém poderá servir cabalmente a dois senhores. Por isso, perante estas verdades irrefutáveis, o senhor “ter”… ou o senhor “ser”, urge, em todos os momentos da vida, interiorizarmos qual a escolha a fazer para encontrarmos a verdadeira felicidade com que todos sonhamos!
Se o ser humano pensa no senhor “ter” como o mais importantes para a sua felicidade, na busca permanente de quanto vê e deseja atropelará tudo e todos pela conquista de todas as riquezas para com elas brilhar aos olhos de toda a gente e assemelhar-se à mais alta sociedade que o rodeia. Se pensarmos seriamente em todas as pessoas da alta estirpe que conhecemos… quanto esforço… quantos sacrifícios… e quantas pessoas tiveram de sacrificar para conseguirem os seus sonhos!...
Se o ser humano pensa que o senhor “ser” é o mais importante da sua vida… o esforço para conseguir “ser” também é enorme… é desmedido… talvez maior que o primeiro… pois pode passar por inúmeras críticas e decepções… avanços e recuos… caídas e recaídas… começos e recomeços… e nada dá nas vistas e muito pouca gente nos valoriza… mas não há atropelos a ninguém… há espaço livre para que todos cresçam… são apresentados caminhos aos caídos e dadas as mãos aos cansados para que consigam levantar-se das suas quedas… o que concede uma tamanha paz e serenidade de espírito… que não são pagas por dinheiro nenhum!...
Estamos numa época em que muito se critica… mas muito pouco se constrói… porque na busca desenfreada do ter esquecemos quem está ao nosso lado a precisar de uma palavra amiga, de um gesto carinhoso, de um naco de pão ou de umas meias quentinhas para aquecer os pés.
A vida não é fácil! Mas a vida nunca será fácil, em situação nenhuma! Então, sejamos altruístas, pensemos nos outros mais do que em nós, lancemos fora o desejo de “ter” muitas coisas e procuremos, a todo o custo, ser sinceros, trabalhadores, verdadeiros, confiantes, caridosos, prestativos, amigos…
O ódio, a inveja, a maledicência… andam terrivelmente ligadas ao ter… e nunca nos farão felizes!
Vamos pegar na célebre frase de Santo Agostinho: “Ama e faz o que quiseres!”
Se com este slogan organizarmos toda a nossa vida, seremos, realmente, muito mais felizes e o mundo será bem mais acolhedor!

Hermínia Nadais









A publicar no "Notícias de Cambra"

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

É PRECISO RENASCER

É impossível passar ao lado dos acontecimentos que a caixinha mágica e companheira de muita gente solitária vai trazendo a casa todos os dias; é difícil conviver com tantas revistas e jornais a falar de problemas e crises; e até se torna enfadonha, nos nossos correios electrónicos, a entrada de tantas chamadas de atenção para o que vai mal neste maravilhoso planeta em que fomos colocados para habitar e tornar cada vez mais apetecível aos sentidos.
A cada dia que passa nos vamos esquecendo cada vez mais que somos parte integrante da HUMANIDADE, e que por isso, falar mal dos homens e mulheres, é falar mal de nós mesmos, pois como seres sociais que somos, queiramos ou não, dependemos… e sempre dependeremos uns dos outros. E assim sendo, o mundo só será melhor se nos tornarmos melhores… pois se continuarmos preguiçosos na aprendizagem de bem viver e críticos negativos como somos, continuará tudo sempre na mesma ou ainda pior.
Se lançarmos um ténue olhar sobre a história que conhecemos até aos nossos dias, verificaremos que, numa constante procura de melhores formas de vida, com avanços e recuos, sempre houve permanentes mudanças de atitudes com vencedores e vencidos, e com a aprendizagem conseguida no rodar do tempo, aos pouquinhos, as pessoas começaram a deixar de olhar só para os seus próprios interesses e a pensar mais nas pessoas que lhes são próximas. Se formos bem ao fundo de tudo quanto nos rodeia, veremos claramente que o mundo não está tão mal como poderemos pensar. Com todos os problemas que existem, que são muitos, têm sido dados passos muito consideráveis na dignificação do Homem e da Mulher.
O ditado popular: “criticar é fácil, o difícil é construir,” muito real em tempos idos, na época que atravessamos parece-me que se encontra descabido. Para uma pessoa que quer dignificar a Humanidade é tão difícil criticar como construir, pois a construção ou não construção, na grande maioria dos casos, depende da forma como a crítica for apresentada. É preciso, com a máxima urgência, aprender a ver, compreender e aceitar as boas atitudes das pessoas que nos rodeiam, sejam elas quais forem, e se for preciso criticar, que seja como convém, de forma positiva. No meio de um mar de maldades poderemos encontrar, na mais ínfima boa acção, o modo de podermos dar um merecido elogio que incentive à prática de mais atitudes semelhantes.
Sejamos positivos! Uma pessoa positiva vê sempre em primeiro lugar o lado bom das coisas, e é isso que devemos fazer. Eu acho muito sinceramente que o egoísmo estúpido é cada vez menos frequente, pois a maioria das pessoas que fazem o mal não estão convenientemente inteiradas do que seja praticar o bem. O maior mal do mundo não está nas pessoas más… mas acima de tudo nas pessoas “boas” que se acovardam e não são o exemplo vivo de virtudes que deviam ser. Se o fossem… como o mundo seria diferente!
Mais do que nunca… é urgentíssimo… é preciso renascer para uma forma de estar que conduza o mundo à justiça e paz tão necessária nos nossos dias.

Hermínia Nadais
Publicado no "Notícias de Cambra"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Eu… enganei-me!...

Persistir no erro não é próprio de gente que se preza… e se eu não reconhecesse os meus erros, sentir-me-ia, realmente, muito mal.
Ler notícias de corrida e partilhar a televisão com lides domésticas, não é muito próprio de quem se quer inteirar um pouco mais a sério do que se vai passando por cá, pois aumenta por demais as probabilidades de nos enganarmos, foi o que me aconteceu. Eu enganei-me mesmo… e ainda bem!...
Penso que não haveria dúvidas para ninguém de que estas eleições iriam dar no que deram, ou seja, ficar tudo na mesma, como vem acontecendo em situações idênticas. O povo português acomoda-se e só muda quando é obrigado, ele lá sabe porquê, estamos em democracia!... Mas eu, sou eu, não sou os outros, e o ter colocado em todos os candidatos o mesmo rótulo foi um dos maiores erros da minha vida! A enormidade de dissimulação, hipocrisia e asneira que se vê na Política pode baralhar qualquer um ou uma…mas há diferenças abismais entre as pessoas… agora… não restam dúvidas!
Por tudo o que foi visto, ouvido, feito e dito, Portugal tem muitos portugueses importantes, que nunca se enganam, auto-suficientes, perfeitos e feridos pelas demais pessoas que vão atropelando as suas indesmentíveis razões… ao lado de muitos outros que, nas linhas e entrelinhas, já sabem descobrir homens que se nos mostram capazes de defender, na realidade, o bem-estar comunitário de Portugal, ou de estar ao lado de quem o defenda!
O dia 23 de Janeiro de 2011, não mais se me varrerá da memória, pelos gestos observados e palavras escutadas que nunca imaginei poderem ser pronunciadas por políticos portugueses frente aos écrans da televisão! Um bem-haja a todos! Sinto-me muito feliz com isso! Portugal é grande!
Eu também defendo que, até ao acto eleitoral, cada um deve, honradamente, apresentar as suas razões, defender as suas causas e mostrar as suas pretensões… mas uma vez conhecida a vontade do povo… há que dar as mãos, um por todos e todos por um, para bem do desenvolvimento socioeconómico e bem-estar das populações.
Há palavras ouvidas que foram algo de sensacional… uma chama de esperança aos portugueses que, ao que parece, começaram a desvendar o caminho que é provável que seja o mais certo… o tempo o dirá.
Espero que as palavras não tenham sido ocas e postas ao vento, mas se transformem na força necessária para o aparecimento de acções concretas, exemplares e sublimes, que dêem razão a tudo o que se viu e ouviu. Para o bem comum, temos, todos, de mudar mentalidades! As pessoas não valem pelos seus patrimónios ou dinheiro, mas pelo cuidar dos interesses alheios tal como dos próprios, pois as que só tratam de si e dos seus amigos, podem viver na grandeza material, mas não têm valor nenhum!
Ordenados e reformas enormes… “tachos” sobrepostos... para quê? Morrem como os outros… e deixam tudo… como os outros… quando, um só “tacho” daria para matar a fome a muitos dos já desprovidos do estritamente necessário e a recorrer às instituições de caridade para matarem a fome. A lei pode estar ao lado de quem ganha dinheiro a mais, mas a moral não está, com toda a certeza!
Na maioria das vezes as pessoas agem sem pensar… mas é tempo de tomarmos consciência das nossas atitudes! O povo português, grande pioneiro em muitas aventuras, continua a ter portugueses que são verdadeiros génios! Se os senhores e senhoras do poder e dos postos chave das instituições tivessem a coragem de abdicar de uma partezinha do dinheiro que recebem por mês, Portugal acabaria com a crise e voltaria a dar ao mundo o melhor dos exemplos! Que acham da ideia?

Hermínia Nadais

Publicada no "Notícias de Cambra!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

E assim vamos

Com linhas destas também se faz um jornal e feliz do jornal que abre espaço a linhas sobre espiritualidade, porque a vida também se faz nessa dimensão.
Entenderão uns que é uma dimensão menor; todavia a crise que se sente e discute abate-se sobre a humanidade e vai de mal a pior, tendo já alguns analistas chegado à conclusão que a causa maior da crise relaciona-se com os valores. Sendo os valores de ordem moral, a crise é sobretudo espiritual; daí a importância do tema espiritualidade(s), como definidor de valores.
Lentamente embora, o homem espiritualiza-se: o interesse pela Arte é bem mais massivo agora do que há duzentos anos, por exemplo. Esta espiritualização promove a aquisição de valores mais elevados e enobrecedores. E a espiritualização abre-nos sobretudo ao outro, permitindo que toleremos os valores que esse outro cultiva, porventura menos elevados e nobres, mas aqueles de que é capaz no momento actual.
Nada obstante, só o conhecimento permite a aquisição duradoura de valores morais, porque conhecendo percebemos a sua razão de ser, e se o que procuramos é a felicidade facilmente lhes aderimos. Daí a necessidade de ouvirmos atentamente a verdade do outro, porque ninguém sabe tudo, nem ninguém sabe nada. Não há donos da verdade. A verdade é aquela estória do espelho quebrado em mil pedaços, em que cada um pegou num pedaço, maior ou menor, mas pedaço. A verdade é o conjunto de todos os pedaços.
Entendendo esta relatividade, seremos menos agressivos para com o outro; depois de juntarmos vários pedaços, pomos de lado a xenofobia, o racismo, a intolerância ideológica, preconceitos vários…
E depois percebemos que a vida é muito mais que uma questão económica e financeira, com um pouco de política e de religião à mistura. Acabamos por perceber que somos espíritos imortais com graves responsabilidades nas passagens pela terra. A consciência disto redimensiona os valores por que nos pautamos; não estando já, cada um, em crise de valores, todo o conjunto beneficia.
O que falta mesmo é esta consciência, porque se a houvesse a cupidez e o egoísmo seriam menores e não haveria famílias inteiras, em Portugal e neste momento, a passar fome.
A. Pinho da Silva
Texto de António Augusto Pinho da Silva, publicado no Jornal "Notícias de Cambra" na rubrica "Espiritualidade"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sinais dos tempos!…

A constante mudança do mundo é reconhecida desde os tempos mais remotos. É a ordem natural da vida que nos faz estarmos atentos aos sinais dos tempos, corrigindo o hoje com o ontem… se não… alguma coisa vai mal!
O desenrolar da vida humana é um encadeamento de atitudes que nos vão fornecendo a aprendizagem necessária a um verdadeiro e constante crescimento… pelo regozijo, satisfação, interiorização e prática do positivismo… ou tentando extrair da extensa e fastidiosa crítica demolidora e negativista o exacto conhecimento de tudo quanto se não deve fazer, o que se torna mais difícil!
Fico deveras apreensiva sempre que entramos em época de eleições… mas estas Presidenciais estão a transformar-se no maior de todos os desatinos.
A liberdade de expressão é um direito fundamental a respeitar, e ao usá-la sem constrangimentos aliado ao aperfeiçoamento dos sistemas informáticos com todas as práticas que lhe são inerentes são postas a descoberto muitas das atitudes de corrupção que devem ser reconhecidas por todos os portugueses.
Por tudo quanto me tem chegado… pela primeira vez na vida vejo que o povo português mostra, realmente, estar na maior das calamidades, pois em vez de descobrir caminhos e aproveitar as capacidades de mudança para encontrar uma melhor forma de estar e crescer como país independente que é, gasta todas as energias a desvendar as atitudes erradas com que possa denegrir imagens… o que é inadmissível!
Perante o que vemos e ouvimos todos os dias, insistentemente, é horripilante verificar o tipo de candidatos presidenciais em que somos convidados a votar… mas torna-se
mais horripilante ainda quando nos dispomos a pensar que esses candidatos são cidadãos portugueses… filhos e netos de cidadãos portugueses… pais e avós de cidadãos portugueses, retirados, um pouco arbitrariamente, do meio da sociedade portuguesa, situação em que a maioria da população não pensa.
Dizer mal dos candidatos portugueses… é dizer mal do povo português… de onde saem os candidatos. Se eles são maus… é porque o povo português os educou mal com maus exemplos tais que os levaram a ser como são. E se pensamos que é com críticas destrutivas e avassaladoras feitas ao Governo/cúpulas, avalizados por nós para nos orientar que vamos compor o nosso País, estamos terrivelmente enganados. Não é a evidenciar o mal que acabamos com ele!
Embora com formas de servir diferentes, o Chefe de Estado não pode confundir-se com o Varredor de Ruas… mas todos devemos ser, da mesma forma, servidores… tanto os que orientam (governantes) como os que são orientados (governados … que se devem ouvir, aceitar e respeitar mutuamente pensando sempre no melhor para os outros. Era o que deviam fazer, por exemplo, os que têm ordenados e reformas sobrepostas e enormes. Se as baixassem para o que bastasse seria o suficiente para melhorar o estado do País sem entrar nos bolsos dos que recebem tão pouco que não dá para viver condignamente. Mas também… os que recebem subsídios e afins… não deveriam, nunca por nunca, limitar-se a viver na dependência e preguiça.
É urgente fazermos tudo quanto pudermos para que seja mudada a mentalidade do povo português! Já conhecemos asneiras que bastem! Vamos empenhar-nos, sim, em confiar na capacidade de adaptação e mudança dos portugueses, enaltecendo as suas qualidades, para que Portugal venha a ser ainda melhor do que já foi!

Hermínia Nadais
A publicar no "Notícias de Cambra"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O INÍCIO DE UM NOVO ANO

O mês de Janeiro é sempre muito importante, pois além da demarcação de dois anos consecutivos, festejamos a manifestação de Jesus a todos os povos e o Seu Baptismo e início da Vida Pública, ocasião propícia para revermos a nossa própria vida e procurar melhores formas de a valorizarmos.
À volta da Conversão de São Paulo, que se celebra no dia 25, final da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, podemos aprofundar o nosso próprio crescimento na unidade entre todos os homens a caminho do verdadeiro Ecumenismo.
Que ama vive com Deus, o verdadeiro amor e felicidade suprema, o fim último desejado por todo o ser humano, mesmo que, renitentemente, o não queira admitir.
“Onde há caridade – amor ao próximo – existe Deus!” Disso não podemos ter dúvidas. E quanto mais conscientes do imenso amor de Deus pelos homens, mais nos convenceremos de que é preciso respeitar as diferentes convicções religiosas, pois Deus ama, aceita e respeita todas as pessoas… tenham as convicções religiosas que tiverem ou mesmo não tendo convicção alguma. “Virão muitos do oriente e ocidente e se sentarão à mesa do Reino…”
Jesus veio ao mundo não somente pelo Povo Eleito, mas por todos os homens, indefinidamente!
Nos dias de hoje, quem será, verdadeiramente, o Povo Eleito? Muitos cristãos ainda se julgam sê-lo! Mas só o serão na medida em que têm mais possibilidades de conhecer, viver, seguir e mostrar o verdadeiro rosto de Cristo. E quanto a isto, é caso para questionar:
- Que seguidores e imitadores de Cristo terão sido os cristãos, ou seja, teremos sido nós? Será que nas nossas atitudes temos mostrado Jesus Cristo tal como ELE é, sendo, junto de quem nos rodeia, sinal de amor, união, misericórdia infinita, tal como ELE foi?
Cada um de nós terá de responder, porque a nossa única diferença que temos dos não cristãos, é a obrigação de sermos sinal de Cristo no mundo!
Chegou o ano 2011 com todas as suas perspectivas! Continua a falar-se em crise! Contudo, para festejar a entrada de ano, os aeroportos superlotaram com muito poucos portugueses a contentar-se com a viagem mais módica – a Ilha da Madeira! Continuam as queixas de falta de dinheiro… mas foi a época natalícia em que mais dinheiro foi retirado das caixas portuguesas de multibanco! Mesmo na noite de Natal, famílias inteiras trocaram os seus lares por luxuosos restaurantes! E há instituições criadas para partilha de roupas, calçados, brinquedos e afins, aonde muitos vão colocar… mas muito poucos vão buscar - não se compreende bem porquê!
Para levarmos o nosso País a este estado... nós, cristãos, fomos deixando de parte o essencial! Trocamos o olhar para nós mesmos, para o que somos e queremos, para as nossas qualidades e defeitos, para olhar a vida dos outros, não para encontrar qualidades a valorizar… mas defeitos para criticar! Buscamos riquezas e grandezas, felicidades momentâneas e passageiras, futilidades que não levam a nada!
É este tipo de comportamento que impera na vida laboral, familiar e política… e que se transpõe para a religião, desfavorecendo totalmente a espiritualidade e desarmonizando o entendimento básico para uma boa convivência social! E é assim que nos julgamos muito bonzinhos… os melhores do mundo! Como estamos enganados!
Errar… todas as pessoas erram! Saibamos compreender para sermos compreendidos… e aprendamos a não atirar pedras aos outros… mas… com toda a coragem e coerência , a voltá-las para nós mesmos!
Hermínia Nadais – herminia.nadais@sapo.pt

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Se o homem quiser… sempre será NATAL!

Se desde sempre a época do Natal foi muito marcante para mim, agora mais do que nunca! O rodar dos anos ainda não me mostrou muito bem o que é o Natal do Menino Jesus, por isso sempre me apresso na busca da compreensão para partilhar melhor o encanto.
A época do Natal é importantíssima, pois sem Natal (nascimento) nunca poderia haver paixão (morte) nem Páscoa (passagem), acontecimentos que determinam a nossa própria vida, pois tal como Jesus, nascemos, vivemos e partimos. O Natal do Menino Jesus veio dar sentido à nossa existência, mostrar-nos o caminho a seguir e levantar uma pontinha do véu que sempre nos encobrirá a verdadeira meta a alcançar.
O Natal é um grande mistério. Antes de mais, é a celebração do aniversário do nascimento real de um HOMEM que fascinou o mundo e continua a fasciná-lo através da História como único caminho de realização pessoal e felicidade que uns seguem imitando os Seus passos, e outros seguem também na medida em que, ingloriamente, buscam a felicidade fora DELE, onde nunca a poderão encontrar.
Entre todos os povos há unanimidade de pensamento em relação ao Homem incomparável que Jesus realmente foi, o que faz DELE o centro da Humanidade. Os próprios muçulmanos, cuja crença avança no mundo a olhos vistos, reconhecem o Seu valor incomensurável. Mais do que nunca, a humanidade vive num permanente “Advento”, numa busca constante de ALGUÉM que a venha tirar das dificuldades em que se encontra, e ESSE ALGUÉM é JESUS CRISTO, caminho, verdade, e vida que se expressa através de um amor sem limites a todas as criaturas.
Viver Jesus Cristo mão é apanágio de cristãos católicos, é uma realidade de todos os homens que amam, porque Jesus é Amor, somente Amor.
O Homem/Humanidade, é um todo, formado por todas as criaturas humanas, indefinidamente. E assim sendo, os inimigos de qualquer homem nunca poderão ser os outros homens. Se qualquer homem é parte integrante da humanidade, não pode, de forma alguma, ser inimigo da humanidade, porque se o for, é inimigo de si mesmo.
Os inimigos do homem não são os homens, mas as más tendências, os defeitos e desamores dos homens. Esses, sim, são os verdadeiros inimigos do homem.
Quando todos os homens, mulheres e crianças, conseguirem compreender esta noção de inimizade, então, sim, todo o mundo renascerá de novo porque todos conseguirão amar-se mútua e incondicionalmente, e no mundo haverá a desejada harmonia e paz.
Eu não sei o que é o céu, nem sequer se existe algum local exacto a que Jesus Cristo tenha chamado realmente de céu… mas tenho a certeza que, se os homens conseguirem olhar-se íntima e profundamente à luz de Jesus Cristo e lutarem arduamente contra os seus defeitos interiores (o mais importante é invisível aos olhos) o mundo será “um céu”.
A mudança de mentalidade que o mundo necessita para viver na Paz de Jesus Cristo não acontece de uma só vez, terá de ir acontecendo aos pouquinhos. E enquanto houver pessoas que não vivam o amor autêntico que Jesus Cristo preconiza, sempre será Natal, porque Jesus Cristo irá nascendo sempre, das mais diversas formas, no coração de cada homem que ainda O não conheça.
Eu não sei o quê… mas cada um de nós, cristãos, teremos de fazer alguma coisa para que o verdadeiro Natal vá acontecendo todos os dias!
Para todos, um Feliz 2011, num constante e permanente Natal!

Hermínia Nadais

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal… mas o que é o Natal?


A época é linda! Advento… e Natal!
Eu não sei se compreendo a profundidade do Natal!... Muitas vezes me pergunto a mim mesma: - Como é que o Menino Jesus… nasceu há mais de dois mil anos… e continuamos a dizer que Ele vai nascer?
A resposta que encontro pode não estar bem certa… mas, minimamente, satisfaz.
O Advento é o tempo de preparação e espera do nascimento do Menino Jesus… que vai nascendo e renascendo mesmo! Estamos todos cansados de saber que “o mais importante é invisível aos olhos!” Por isso, temos de pensar no Nascimento de Jesus a partir de uma diferente forma de nascer e de renascer - a partir de uma mudança de vida ou conversão interior, pois é a este tipo de nascimento que está ligado o verdadeiro Natal de Jesus Cristo!
Como homem, Jesus nasceu uma só vez que celebramos todos os anos no dia 25 de Dezembro… mas como graça e dádiva de Deus nasce e renasce todos os dias e a todas as horas e momentos… no coração dos homens que se vão abrindo ao Seu Amor!
Jesus nasceu por amor – viver o Natal de Jesus é viver no amor de Jesus - que nos impele a amar, sem peso nem medida, todos os homens nossos irmãos.
Temos de aprender a ver a história de Jesus integrada no conceito social do Seu tempo para a transpor integralmente para os nossos dias, mas sem a desvirtuar.
O mais importante da vivência do Natal é a celebração festiva do aniversário do Nascimento de Jesus como o Messias prometido ao povo judeu e que não foi reconhecido pelos judeus, pois Herodes queria matá-lo… mas foi procurado pelos gentios uma vez que os “supostos Reis Magos” vieram visitá-Lo com presentes.
A época natalícia é, assim, muito misteriosa… e para a vivermos plenamente não podemos prender-nos na incompreensão do mistério, mas tirar dele o essencial ao bom viver da nossa existência humana.
Jesus nasceu… um dia! Agora… vai nascendo na vida de cada pessoa, quando essa pessoa, consciente das suas acções menos correctas, O reconhece como exemplo a seguir e como companheiro de viagem… presente nos momentos bons para incentivar à humildade… e nos momentos maus para ajudar a superar dificuldades! Esta forma de estar pressupõe uma conversão ou mudança constante de vida que é o Natal de todos os dias.
Ao tempo de Advento e Natal estão ligados, ao lado de comportamentos de solidariedade e partilha, sentimentos de harmonia que desencadeiam encontros mais profundos entre familiares, colegas de trabalho, amigos mais próximos… e a necessidade de um olhar mais demorado sobre todo o planeta que habitamos num desejo de que a compreensão gere a paz e prosperidade tão necessária nos nossos dias.
Neste Natal que temos a ventura de viver… nem os parcos recursos económicos conseguiram apagar as luzes… porque o Natal, de facto, é LUZ! Não a luz das lâmpadas multicores… mas a Luz de Jesus Cristo a iluminar o interior de cada pessoa no sentido de que vá encontrando, nas agruras da vida, o verdadeiro caminho da felicidade para que foi criada.
Para todos… um Santo e Feliz Natal!

Hermínia Nadais

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