Persistir no erro não é próprio de gente que se preza… e se eu não reconhecesse os meus erros, sentir-me-ia, realmente, muito mal.Ler notícias de corrida e partilhar a televisão com lides domésticas, não é muito próprio de quem se quer inteirar um pouco mais a sério do que se vai passando por cá, pois aumenta por demais as probabilidades de nos enganarmos, foi o que me aconteceu. Eu enganei-me mesmo… e ainda bem!...
Penso que não haveria dúvidas para ninguém de que estas eleições iriam dar no que deram, ou seja, ficar tudo na mesma, como vem acontecendo em situações idênticas. O povo português acomoda-se e só muda quando é obrigado, ele lá sabe porquê, estamos em democracia!... Mas eu, sou eu, não sou os outros, e o ter colocado em todos os candidatos o mesmo rótulo foi um dos maiores erros da minha vida! A enormidade de dissimulação, hipocrisia e asneira que se vê na Política pode baralhar qualquer um ou uma…mas há diferenças abismais entre as pessoas… agora… não restam dúvidas!
Por tudo o que foi visto, ouvido, feito e dito, Portugal tem muitos portugueses importantes, que nunca se enganam, auto-suficientes, perfeitos e feridos pelas demais pessoas que vão atropelando as suas indesmentíveis razões… ao lado de muitos outros que, nas linhas e entrelinhas, já sabem descobrir homens que se nos mostram capazes de defender, na realidade, o bem-estar comunitário de Portugal, ou de estar ao lado de quem o defenda!
O dia 23 de Janeiro de 2011, não mais se me varrerá da memória, pelos gestos observados e palavras escutadas que nunca imaginei poderem ser pronunciadas por políticos portugueses frente aos écrans da televisão! Um bem-haja a todos! Sinto-me muito feliz com isso! Portugal é grande!
Eu também defendo que, até ao acto eleitoral, cada um deve, honradamente, apresentar as suas razões, defender as suas causas e mostrar as suas pretensões… mas uma vez conhecida a vontade do povo… há que dar as mãos, um por todos e todos por um, para bem do desenvolvimento socioeconómico e bem-estar das populações.
Há palavras ouvidas que foram algo de sensacional… uma chama de esperança aos portugueses que, ao que parece, começaram a desvendar o caminho que é provável que seja o mais certo… o tempo o dirá.
Espero que as palavras não tenham sido ocas e postas ao vento, mas se transformem na força necessária para o aparecimento de acções concretas, exemplares e sublimes, que dêem razão a tudo o que se viu e ouviu. Para o bem comum, temos, todos, de mudar mentalidades! As pessoas não valem pelos seus patrimónios ou dinheiro, mas pelo cuidar dos interesses alheios tal como dos próprios, pois as que só tratam de si e dos seus amigos, podem viver na grandeza material, mas não têm valor nenhum!
Ordenados e reformas enormes… “tachos” sobrepostos... para quê? Morrem como os outros… e deixam tudo… como os outros… quando, um só “tacho” daria para matar a fome a muitos dos já desprovidos do estritamente necessário e a recorrer às instituições de caridade para matarem a fome. A lei pode estar ao lado de quem ganha dinheiro a mais, mas a moral não está, com toda a certeza!
Na maioria das vezes as pessoas agem sem pensar… mas é tempo de tomarmos consciência das nossas atitudes! O povo português, grande pioneiro em muitas aventuras, continua a ter portugueses que são verdadeiros génios! Se os senhores e senhoras do poder e dos postos chave das instituições tivessem a coragem de abdicar de uma partezinha do dinheiro que recebem por mês, Portugal acabaria com a crise e voltaria a dar ao mundo o melhor dos exemplos! Que acham da ideia?
Hermínia Nadais
Publicada no "Notícias de Cambra!






