A constante mudança do mundo é reconhecida desde os tempos mais remotos. É a ordem natural da vida que nos faz estarmos atentos aos sinais dos tempos, corrigindo o hoje com o ontem… se não… alguma coisa vai mal!O desenrolar da vida humana é um encadeamento de atitudes que nos vão fornecendo a aprendizagem necessária a um verdadeiro e constante crescimento… pelo regozijo, satisfação, interiorização e prática do positivismo… ou tentando extrair da extensa e fastidiosa crítica demolidora e negativista o exacto conhecimento de tudo quanto se não deve fazer, o que se torna mais difícil!
Fico deveras apreensiva sempre que entramos em época de eleições… mas estas Presidenciais estão a transformar-se no maior de todos os desatinos.
A liberdade de expressão é um direito fundamental a respeitar, e ao usá-la sem constrangimentos aliado ao aperfeiçoamento dos sistemas informáticos com todas as práticas que lhe são inerentes são postas a descoberto muitas das atitudes de corrupção que devem ser reconhecidas por todos os portugueses.
Por tudo quanto me tem chegado… pela primeira vez na vida vejo que o povo português mostra, realmente, estar na maior das calamidades, pois em vez de descobrir caminhos e aproveitar as capacidades de mudança para encontrar uma melhor forma de estar e crescer como país independente que é, gasta todas as energias a desvendar as atitudes erradas com que possa denegrir imagens… o que é inadmissível!
Perante o que vemos e ouvimos todos os dias, insistentemente, é horripilante verificar o tipo de candidatos presidenciais em que somos convidados a votar… mas torna-se
mais horripilante ainda quando nos dispomos a pensar que esses candidatos são cidadãos portugueses… filhos e netos de cidadãos portugueses… pais e avós de cidadãos portugueses, retirados, um pouco arbitrariamente, do meio da sociedade portuguesa, situação em que a maioria da população não pensa.
Dizer mal dos candidatos portugueses… é dizer mal do povo português… de onde saem os candidatos. Se eles são maus… é porque o povo português os educou mal com maus exemplos tais que os levaram a ser como são. E se pensamos que é com críticas destrutivas e avassaladoras feitas ao Governo/cúpulas, avalizados por nós para nos orientar que vamos compor o nosso País, estamos terrivelmente enganados. Não é a evidenciar o mal que acabamos com ele!
Embora com formas de servir diferentes, o Chefe de Estado não pode confundir-se com o Varredor de Ruas… mas todos devemos ser, da mesma forma, servidores… tanto os que orientam (governantes) como os que são orientados (governados … que se devem ouvir, aceitar e respeitar mutuamente pensando sempre no melhor para os outros. Era o que deviam fazer, por exemplo, os que têm ordenados e reformas sobrepostas e enormes. Se as baixassem para o que bastasse seria o suficiente para melhorar o estado do País sem entrar nos bolsos dos que recebem tão pouco que não dá para viver condignamente. Mas também… os que recebem subsídios e afins… não deveriam, nunca por nunca, limitar-se a viver na dependência e preguiça.
É urgente fazermos tudo quanto pudermos para que seja mudada a mentalidade do povo português! Já conhecemos asneiras que bastem! Vamos empenhar-nos, sim, em confiar na capacidade de adaptação e mudança dos portugueses, enaltecendo as suas qualidades, para que Portugal venha a ser ainda melhor do que já foi!
Hermínia Nadais
A publicar no "Notícias de Cambra"






