Há um velho ditado que nos diz que “quem pensa não erra”… mas eu penso e continuo a errar... e quanto mais estudo mais me convenço de que nada sei!
O nosso espírito a que vulgarmente chamamos alma, anima o nosso corpo que, uma vez desanimado ou morto, cremado ou sepultado, fica cá na terra de onde saiu. Para a eternidade irá apenas a alma ou espírito, como queiramos chamar, e é com essa parte de nós que devemos ter mais cuidado. Daí esta rubrica.
O corpo, bilhete de identidade de cada um de nós neste mundo onde vivemos, é como que um embrulho do que realmente somos.
Para mim, espiritualidade não é propriamente falar de espíritos, mas partilhar a forma como cada um cuida dessa parte de si, que se não vê, mas é a que realmente vale a pena cuidar com mais intensidade.
Eu tenho descoberto inúmeras coisas nos últimos tempos. E quando procuro dar uma interpretação pessoal convincente no sentido de tentar tornar os artigos mais elucidativos e apelativos a uma descoberta do quanto é salutar para cada ser humano olhar-se e cuidar-se interiormente, no amor e na solidariedade, vou ler os textos mais atentamente e acabo por verificar que não necessitam de qualquer explicação.
Milagre significa prodígio, portento, maravilha, assombro! O ser humano, dotado de memória, inteligência, vontade, sensibilidade… é a maior das maravilhas, o maior dos assombros! Pena que nem sempre viva como tal!
O texto anterior substitui o termo milagres por curas… e diz muito claramente porquê, usando palavras de Jesus, que são a prova verídica de que as curas feitas por Jesus não tinham a ver só com ELE, mas com a disposição interior das pessoas que lhe pediam a cura. Jesus não curou de qualquer jeito todos quantos queriam ser curados e pensavam apenas no corpo. Jesus curou todos os que acreditavam profundamente NELE e eles próprios usavam toda a sua força para mudar o rumo da sua vida interior, espiritual, pois depois de curados bendiziam a Deus e seguiam Jesus.
Em face da admiração dos Apóstolos perante as curas extraordinárias, Jesus disse: “Se tiverdes fé, vós mesmo fareis tudo quanto Eu faço, e fareis mais ainda! Se tiverdes Fé, e disserdes àquela montanha, arrasta-te, ela arrastar-se-á!” A força da mente humana unida à vontade de Deus pode fazer maravilhas!
Actualmente também há curas incompreensíveis, testadas pela medicina, que andam sempre à volta de uma vida de grande fé e oração profundas, antes… durante e depois da cura!
Nós, seres humanos, temos uma força extraordinária que nos vem da semelhança com Deus, que nos criou livres e responsáveis pelas nossas atitudes. Deus, Pai amantíssimo e misericordioso não pode, de forma alguma, querer o mal de Seus filhos, mas nós temos que usar toda a nossa força para fazer o que LHE agrada, ou seja, para AMAR INCONDICIONALMENTE!
Há muitas pessoas que se dizem católicas, mas não estudam nem vivem um pouquinho só do que é o verdadeiro catolicismo, pois se o fizessem, o mundo seria diferente. Não interessa dizer que sou, o que interessa é que eu seja aquilo que digo ser!
É urgente que todos os católicos que frequentam as igrejas deixem de se esconder debaixo do número avultado que ainda representam como Igreja… e comecem a descobrir as verdadeiras raízes da sua crença e a viver segundo a sua Fé em Jesus Cristo, a viver segundo a Fé de Jesus Cristo, em espírito e verdade.
Se os católicos confessos continuarem a viver de qualquer jeito… serão cada vez mais rejeitados pela sociedade e por outros cristãos que, noutras crenças e em pequenos grupos, se esforçam por uma vida mais digna e dignificante. Segundo as Escrituras, na passagem para a eternidade, seremos julgados somente em face do amor que dedicarmos a Deus e aos irmãos.
Quem puder compreender… compreenda!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Somos diferentes, e complementares!
São as nossas diferenças que formam o todo da sociedade, e pela sua dignificação, é urgente que aprendamos a interpretar opiniões e a extrair delas o melhor. Quem julga saber tudo… é ignorante. Palavras e expressões menos compreensíveis no nosso texto de hoje, terão uma oportuna explicação. Obrigada! Sempre ao dispor.
Hermínia Nadais, http://textosdaescoladavida.blogspot.com

Essa coisa de espíritos…
Imaginemos um balão cheio de ar: todas as linhas de força convergem para a boca. Por analogia: o espírito quando encarnado é um balão cheio de ar em que as linhas de força convergem para a pineal (aquilo mesmo que já Descartes referiu como sendo o ponto de ligação da alma com o corpo) que, entre outras funções, desempenha a de emissor e recetor de pensamentos.
Consequência: a mediunidade é atributo orgânico, comum a todo o ser humano, embora nuns mais ostensivo do que noutros, qualidade que tem a ver com a quantidade de cristais de apatita.
A mediunidade nada tem de místico, pois obedece às leis da física; a mediunidade não é uma doença (a OMS reconhece-a como uma faculdade), mas que pode manifestar-se como doença quando descontrolada.
Com os sentidos que temos, vemos o mundo a três dimensões: comprimento, largura, altura. Mas os astrofísicos ao fazerem triangulações entre estrelas descobriram uma quarta dimensão, a do espaço-tempo, que também podemos nomear como dimensão espiritual. Neste momento já se fala em onze dimensões. Sendo que a distância que as separa pode não ultrapassar um milímetro, tal implica que os espíritos estão mesmo debaixo do nariz.
(Detalhe: há espíritos? Pela aplicação da lei de Lavoisier, que diz que nada se cria nem nada se perde, tudo se transforma, onde estão os “balões” inteligentes que animaram os corpos dos nossos antepassados?)
Toda a matéria visível corresponde a uma percentagem inferior a dois dígitos. E é invisível porque vibra a uma frequência diferente daquela a que os nossos órgãos dos sentidos estão aptos a captar. Assim sendo, aquilo que não vemos é noventa e tanto por cento mais do que aquilo que vemos.
Como se efetua a ligação entre dimensões?
Quando aceleramos a nossa vibração pela concentração do pensamento no bem, criamos forças de atração gravítica que como que por efeito de sucção criam canais entre dimensões. Os cosmólogos chamam-lhes wormholes (túneis de minhoca) e os que passam por Experiências de Quase Morte descrevem-nos como túneis de luz. (Se desacelerarmos a vibração até o arrefecimento a zero absoluto também nos tornaremos invisíveis. Os wormholes resultantes da desaceleração vibracional serão de trevas, tal como as dimensões a que acedem.)
É por este processo que os espíritos podem ser vistos e ouvidos, e captando o seu (dos espíritos) pensamentos através a pineal deles se faz intérprete o médium, seja pela psicofonia, pela psicografia, pela psicopictografia e outras modalidades.
A mediunidade leva à loucura?
Se o espírito encarnado é essencialmente desarmonizado, se é moralmente doente, se nada faz para se reequilibrar, naturalmente sintoniza seus afins. Sabido como é que as enfermidades morais produzem enfermidades físicas, as quais são potenciadas pelas ligações espirituais que estabelecemos, o contínuo pensamento viciado tende a romper o equilíbrio mental.
Pelo contrário, foi possível verificar-se que uma mediunidade votada ao bem, e particularmente com Jesus, funciona como um elixir da juventude.
É muito ténue a fronteira entre a sanidade e a loucura. Instantes de loucura todos podemos ter, porque todos somos médiuns e todos podemos penetrar outras dimensões nem sempre as melhores. Captando pensamentos desequilibrados o desequilíbrio faz-se nosso se não seguimos o preceito evangélico de vigiar e orar.
(Texto segundo o acordo ortográfico)
A. Pinho da Silva
Licenciado em Filosofia
antoninusaugustus@hotmail.com
Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"
Espiritualidade, não é falar de espíritos…

Espiritualidade não é falar de espíritos, mas mostrar formas de viver segundo o Espírito que nos anima
Esta rubrica sobre espiritualidade surgiu para partilha da forma como cada um se relaciona interiormente consigo mesmo, com Deus e com o mundo. Perante esta finalidade, surgir o comportamento dos espíritas, era inevitável, e ainda bem, pois o espiritismo, muito ao contrário do que me tentaram incutir faz tempo, não é nada de horroroso, é apenas uma forma diferente, como tantas outras, de procurar viver com Deus, o que é imperioso respeitar.
Todo o conteúdo do texto anterior se desenvolve à volta da pineal, uma pequena glândula formada por cristais de apatita que vibram conforme a captação de ondas magnéticas, localizada no centro do cérebro à altura dos olhos, considerada por certas correntes religioso/filosóficas como o centro do relacionamento do homem com outras dimensões, uma espécie de terceiro olho devido à sua semelhança com os olhos, com funções que foram e continuam a ser muito discutidas e discutíveis.
Para os espíritas a pineal é o órgão responsável pela vida espiritual e mental, interferindo, fundamentalmente, no campo sexual e no comando voluntário das forças do subconsciente e transcendente, psicoterapia, pictografia, estados de transe e mediunidade, clarividência, telepatia e talvez ainda outras; para os hindus praticantes do yoga, é o centro de energia responsável pelo desenvolvimento extra-físico, receptor e transmissor de energia vital; para os discordianos a pineal é o órgão de comunicação entre Éris, Discordia, e os seres humanos. No entanto, nenhuma destas variações consideradas é determinante, pois está convenientemente provado que retirada completamente a glândula por cirurgia não leva à morte nem a alterações evidentes na capacidade de pensamento.
Francamente, depois de alguma investigação debrucei-me mais profundamente sobre o teor do texto, e, muito embora considere de grande utilidade, acho desnecessário, de imediato, o tentar explicitar cabalmente o sentido dos termos e expressões nele usadas, pois apenas se satisfarão minimamente algumas curiosidades, se indignarão outras, e ainda outras, tal como eu fiz e continuarei a fazer, continuarão a procurar pelos mais variados meios a resposta às suas inquietações, na ânsia de crescer um pouco mais como pessoas - “dai-me homens que vos darei cristãos”.
O texto, muito embora seja científico por demais, está explícito, dentro do possível.
Aos poucos que seguem o espiritismo, em comparação, especificamente, com os inumeráveis cristãos católicos com quem convivo todos os dias, rendo a minha mais sincera homenagem, pelo assumir de vivências, pelo saber, coerência, empenho, persistência e coragem de divulgação.
Temos muita falta de exemplos concretos de vida de confiança em Deus e de amor e doação a Deus e aos irmãos. Temos muitas pessoas que dizem ser e não são. Temos que nos assumir tal qual somos, temos que ser honestos connosco e com quem connosco convive, custe o que custar, pois só assim o mundo encontrará o seu verdadeiro caminho.
Eu, pessoalmente, professo o catolicismo com todas as suas letras. Para acreditar e viver o melhor que posso e sei, Jesus Cristo, confio plenamente em Deus e medito diariamente na Sua Palavra, na Bíblia, Tradição e mais Documentos da Igreja, tenho a Oração e Vida dos Sacramentos nomeadamente a Eucaristia que me preenchem totalmente, tenho grupos de leigos com quem partilho a vida e que comigo tentam estar presentes a quem precisa. Eu não sinto necessidade de me embrenhar em nada que transcenda a minha humilde pequenez para ser imensamente feliz, numa luta constante por um maior amor a Deus e ao próximo.
Temos que fazer distinção de comportamentos. Um católico deve viver como católico, um espírita como espírita, no respeito total e mútuo. Estamos cansados de ver católicos a procurar descobrir o futuro, nas cartomantes e afins… o que não é aceitável num católico.
Quando os que se dizem católicos o forem de verdade, o amor será amado e o mundo ficará diferente.
Sejamos quentes ou frios… mas mornos, não, porque os mornos são abomináveis.
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"
Hermínia Nadais, http://textosdaescoladavida.blogspot.com

Essa coisa de espíritos…
Imaginemos um balão cheio de ar: todas as linhas de força convergem para a boca. Por analogia: o espírito quando encarnado é um balão cheio de ar em que as linhas de força convergem para a pineal (aquilo mesmo que já Descartes referiu como sendo o ponto de ligação da alma com o corpo) que, entre outras funções, desempenha a de emissor e recetor de pensamentos.
Consequência: a mediunidade é atributo orgânico, comum a todo o ser humano, embora nuns mais ostensivo do que noutros, qualidade que tem a ver com a quantidade de cristais de apatita.
A mediunidade nada tem de místico, pois obedece às leis da física; a mediunidade não é uma doença (a OMS reconhece-a como uma faculdade), mas que pode manifestar-se como doença quando descontrolada.
Com os sentidos que temos, vemos o mundo a três dimensões: comprimento, largura, altura. Mas os astrofísicos ao fazerem triangulações entre estrelas descobriram uma quarta dimensão, a do espaço-tempo, que também podemos nomear como dimensão espiritual. Neste momento já se fala em onze dimensões. Sendo que a distância que as separa pode não ultrapassar um milímetro, tal implica que os espíritos estão mesmo debaixo do nariz.
(Detalhe: há espíritos? Pela aplicação da lei de Lavoisier, que diz que nada se cria nem nada se perde, tudo se transforma, onde estão os “balões” inteligentes que animaram os corpos dos nossos antepassados?)
Toda a matéria visível corresponde a uma percentagem inferior a dois dígitos. E é invisível porque vibra a uma frequência diferente daquela a que os nossos órgãos dos sentidos estão aptos a captar. Assim sendo, aquilo que não vemos é noventa e tanto por cento mais do que aquilo que vemos.
Como se efetua a ligação entre dimensões?
Quando aceleramos a nossa vibração pela concentração do pensamento no bem, criamos forças de atração gravítica que como que por efeito de sucção criam canais entre dimensões. Os cosmólogos chamam-lhes wormholes (túneis de minhoca) e os que passam por Experiências de Quase Morte descrevem-nos como túneis de luz. (Se desacelerarmos a vibração até o arrefecimento a zero absoluto também nos tornaremos invisíveis. Os wormholes resultantes da desaceleração vibracional serão de trevas, tal como as dimensões a que acedem.)
É por este processo que os espíritos podem ser vistos e ouvidos, e captando o seu (dos espíritos) pensamentos através a pineal deles se faz intérprete o médium, seja pela psicofonia, pela psicografia, pela psicopictografia e outras modalidades.
A mediunidade leva à loucura?
Se o espírito encarnado é essencialmente desarmonizado, se é moralmente doente, se nada faz para se reequilibrar, naturalmente sintoniza seus afins. Sabido como é que as enfermidades morais produzem enfermidades físicas, as quais são potenciadas pelas ligações espirituais que estabelecemos, o contínuo pensamento viciado tende a romper o equilíbrio mental.
Pelo contrário, foi possível verificar-se que uma mediunidade votada ao bem, e particularmente com Jesus, funciona como um elixir da juventude.
É muito ténue a fronteira entre a sanidade e a loucura. Instantes de loucura todos podemos ter, porque todos somos médiuns e todos podemos penetrar outras dimensões nem sempre as melhores. Captando pensamentos desequilibrados o desequilíbrio faz-se nosso se não seguimos o preceito evangélico de vigiar e orar.
(Texto segundo o acordo ortográfico)
A. Pinho da Silva
Licenciado em Filosofia
antoninusaugustus@hotmail.com
Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"
Espiritualidade, não é falar de espíritos…

Espiritualidade não é falar de espíritos, mas mostrar formas de viver segundo o Espírito que nos anima
Esta rubrica sobre espiritualidade surgiu para partilha da forma como cada um se relaciona interiormente consigo mesmo, com Deus e com o mundo. Perante esta finalidade, surgir o comportamento dos espíritas, era inevitável, e ainda bem, pois o espiritismo, muito ao contrário do que me tentaram incutir faz tempo, não é nada de horroroso, é apenas uma forma diferente, como tantas outras, de procurar viver com Deus, o que é imperioso respeitar.
Todo o conteúdo do texto anterior se desenvolve à volta da pineal, uma pequena glândula formada por cristais de apatita que vibram conforme a captação de ondas magnéticas, localizada no centro do cérebro à altura dos olhos, considerada por certas correntes religioso/filosóficas como o centro do relacionamento do homem com outras dimensões, uma espécie de terceiro olho devido à sua semelhança com os olhos, com funções que foram e continuam a ser muito discutidas e discutíveis.
Para os espíritas a pineal é o órgão responsável pela vida espiritual e mental, interferindo, fundamentalmente, no campo sexual e no comando voluntário das forças do subconsciente e transcendente, psicoterapia, pictografia, estados de transe e mediunidade, clarividência, telepatia e talvez ainda outras; para os hindus praticantes do yoga, é o centro de energia responsável pelo desenvolvimento extra-físico, receptor e transmissor de energia vital; para os discordianos a pineal é o órgão de comunicação entre Éris, Discordia, e os seres humanos. No entanto, nenhuma destas variações consideradas é determinante, pois está convenientemente provado que retirada completamente a glândula por cirurgia não leva à morte nem a alterações evidentes na capacidade de pensamento.
Francamente, depois de alguma investigação debrucei-me mais profundamente sobre o teor do texto, e, muito embora considere de grande utilidade, acho desnecessário, de imediato, o tentar explicitar cabalmente o sentido dos termos e expressões nele usadas, pois apenas se satisfarão minimamente algumas curiosidades, se indignarão outras, e ainda outras, tal como eu fiz e continuarei a fazer, continuarão a procurar pelos mais variados meios a resposta às suas inquietações, na ânsia de crescer um pouco mais como pessoas - “dai-me homens que vos darei cristãos”.
O texto, muito embora seja científico por demais, está explícito, dentro do possível.
Aos poucos que seguem o espiritismo, em comparação, especificamente, com os inumeráveis cristãos católicos com quem convivo todos os dias, rendo a minha mais sincera homenagem, pelo assumir de vivências, pelo saber, coerência, empenho, persistência e coragem de divulgação.
Temos muita falta de exemplos concretos de vida de confiança em Deus e de amor e doação a Deus e aos irmãos. Temos muitas pessoas que dizem ser e não são. Temos que nos assumir tal qual somos, temos que ser honestos connosco e com quem connosco convive, custe o que custar, pois só assim o mundo encontrará o seu verdadeiro caminho.
Eu, pessoalmente, professo o catolicismo com todas as suas letras. Para acreditar e viver o melhor que posso e sei, Jesus Cristo, confio plenamente em Deus e medito diariamente na Sua Palavra, na Bíblia, Tradição e mais Documentos da Igreja, tenho a Oração e Vida dos Sacramentos nomeadamente a Eucaristia que me preenchem totalmente, tenho grupos de leigos com quem partilho a vida e que comigo tentam estar presentes a quem precisa. Eu não sinto necessidade de me embrenhar em nada que transcenda a minha humilde pequenez para ser imensamente feliz, numa luta constante por um maior amor a Deus e ao próximo.
Temos que fazer distinção de comportamentos. Um católico deve viver como católico, um espírita como espírita, no respeito total e mútuo. Estamos cansados de ver católicos a procurar descobrir o futuro, nas cartomantes e afins… o que não é aceitável num católico.
Quando os que se dizem católicos o forem de verdade, o amor será amado e o mundo ficará diferente.
Sejamos quentes ou frios… mas mornos, não, porque os mornos são abomináveis.
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Texto publicado no Notícias de Cambra, na rubrica "Espiritualidade"
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O que será o amor?

Num mundo em que a palavra amor anda mais que badalada na boca de toda a gente, será que sabemos, verdadeiramente, o que é o amor?
Muito sinceramente, eu… não sei se sei... mas que vou tentando descobrir, lá isso vou!
Para que o amor não seja considerado uma utopia, vamos tentar vê-lo tal qual como ele se nos apresenta.
O amor não é egoísmo; não é gostar de alguém por nos sentirmos bem com esse alguém; não é querer o nosso bem-estar provindo do ser amado, mas querer o bem do ser amado somente porque o amamos.
Ninguém ama o que não conhece. Para amar verdadeiramente é preciso tentar a todo o custo conhecer cada vez mais e melhor o ser amado, porque amar é confiar, é dar-se ao ser amado, é entregar-se a ele, é acreditar nele… ou nela… incondicionalmente… e não podemos entregar-nos, assim, a qualquer pessoa, e de qualquer maneira… porque é daí que advém inumeráveis desencontros!...
O amor não é um sentimento puramente humano, pois tem sempre algo de transcendente. O amor não prescinde do nosso ser e do nosso querer… supera-o… vai mais além.
O amor verdadeiro acredita profundamente no ser que ama, e por isso, não mede esforços para o fazer feliz. Sofre, quando o ser amado sofre, e é feliz quando o ser amado está feliz. Há como que uma fusão entre o ser que ama e o que é amado. Todavia, o ser que é amado pode não retribuir com amor a quem o ama… e ainda assim… se o amor de quem o ama é verdadeiro, vai continuar a amá-lo.
Diz-se que amar é sofrer, porque o amor não pede nada em troca, é gratuito. A pessoa ama… com todas as implicações que isso lhe trouxer, muitas vezes ultrapassando as maiores desilusões e desenganos.
Amar as pessoas não quer dizer concordar ou aceitar o que as pessoas fazem, dizem, pensam ou são. Devemos amar as pessoas, em si mesmas, independentemente das suas obras. Pessoas não são comportamentos. Devemos amar as pessoas, mesmo que sejamos obrigados a odiar o comportamento dessas mesmas pessoas.
A reciprocidade do amor o mais das vezes não existe… não podemos medir a intensidade do amor, pois só quem ama sabe a verdadeira intensidade do seu amor.
A gratuidade do amor verdadeiro liberta. Se quem ama não espera nada em troca, qualquer mimo, ou mesmo até a injúria ou indiferença, tudo satisfaz. O amor verdadeiro não se turba com nada, ama, simplesmente.
Amor e fé andam de mãos dadas, vivem juntos, unidos indefinidamente, porque o amor acredita… e ter fé também é acreditar.
Podemos não saber o que é ter fé, assim como podemos não saber o que é o amor! Contudo… a vida sempre nos obrigará a acreditar em algo ou alguém, a ter fé em alguma coisa!... E como nascemos para amar… então… amemos… pois só assim nos sentiremos, dentro das nossas limitações, mais realizados e felizes!
Hermínia Nadais
Publicada no "Notícias de Cambra"
quarta-feira, 30 de junho de 2010
FÁTIMA… ALTAR DO MUNDO!
Faz já algum tempo que Luciano Guerra, antigo Reitor do Santuário, numa entrevista a uma das nossas televisões, dizia que em Fátima há lugar para todas as pessoas, de todas as crenças, idades, raças, cores, estratos e condições sociais. E com a calma e porte que lhe são peculiares, como no desfiar das contas de um rosário, explicou pormenorizada e convictamente a razão das suas palavras com verdades irrevogáveis e convincentes.
A vida, esse dom admirável que nos foi dado e tem a espiritualidade como sua parte integrante, é tão abrangente, complexa e com tanto de transcendente que faz de Fátima um incomparável ponto de encontro para inúmeras e diversificadas pessoas.
Como católica assumida, não me ocorre qualquer alusão aos acontecimentos de Fátima antes do Anjo e Nossa Senhora lá terem aparecido e contactado com as três crianças. Os católicos convictos crêem na presença de Deus na vida pessoal e social dos indivíduos. Crêem no Deus Amor e Pai misericordioso paciente e compassivo que ama sem medida a todos e a cada um, e aceita cada qual como cada qual é, sem castigar ninguém. Tentam reconhecer que as leis irreversíveis da natureza criada por Deus são por Ele respeitadas, pois se o não fossem, Deus estaria contra Si próprio, o que nunca se compreenderia. Reconhecem o bem e o mal como duas forças antagónicas presentes no ser humano, acrescidas de uma espécie de censura que faz sentir felicidade com a prática do bem e frustração com a prática do mal, pelo qual o remorso é o maior dos castigos. A inquietação sofrida leva as pessoas a sentirem-se insatisfeitas e revoltadas consigo mesmas, chegando muitas vezes a castigarem-se a si próprias das mais diversas formas.
Os católicos que o são de verdade e vida, reconhecem os seus inumeráveis desvarios, mas tentam a todo o custo confiar totalmente em Deus por, ainda assim, se saberem muito amados e queridos por ELE. E por amor, evitam a todo o custo magoar ESSE Deus que os ama, bem assim como ao próximo, a “transparência” de Deus que partilha com eles a vida.
A confiança que depositam em Deus despreocupa-os em relação a qualquer acontecimento futuro. Conscientes de que cada crença tem seu jeito de ver e viver a mesma realidade, tentam, também, aceitar e conviver com outras formas de viver a espiritualidade nos diversos caminhos que os homens vão percorrendo para se puderem encontrar cada vez mais e melhor consigo mesmos, com Deus e com a sociedade.
“O Milagre do Sol” do dia 13 de Outubro de 1917, lembrado na passada edição e que todos mais ou menos conhecemos, não está, realmente, no verdadeiro rodopiar nem no abaixamento do sol, mas no facto de que as pessoas que olharam o Sol naquele momento o viram todas da mesma maneira, como demonstra, inclusive, as fotos tiradas na ocasião. O Sol não pode ter saído do seu lugar, por isso o milagre foi, sem sombra alguma para dúvidas, a alucinação colectiva de tantos milhares de pessoas. Esse foi um verdadeiro e enormíssimo milagre da MÃE de Deus, mãe de Jesus e nossa mãe!
O “tende fé e sede bons” do artigo já referenciado, está totalmente explícito nos pedidos formulados por Nossa Senhora aos pastorinhos.
Todos, sem excepção, devíamos esforçar-nos por ter fé e ser bons, descobrindo, interiorizando e vivendo profundamente de acordo com o que acreditamos, sem criticar nada nem ninguém. Os caminhos que levam a Deus são inúmeros. É preciso olharmo-nos profundamente para escolhermos trilhar o que nos parecer melhor… sendo quentes… ou então frios… porque os mornos serão sempre abomináveis!
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Publicadono "Notícias de Cambra"
A vida, esse dom admirável que nos foi dado e tem a espiritualidade como sua parte integrante, é tão abrangente, complexa e com tanto de transcendente que faz de Fátima um incomparável ponto de encontro para inúmeras e diversificadas pessoas.
Como católica assumida, não me ocorre qualquer alusão aos acontecimentos de Fátima antes do Anjo e Nossa Senhora lá terem aparecido e contactado com as três crianças. Os católicos convictos crêem na presença de Deus na vida pessoal e social dos indivíduos. Crêem no Deus Amor e Pai misericordioso paciente e compassivo que ama sem medida a todos e a cada um, e aceita cada qual como cada qual é, sem castigar ninguém. Tentam reconhecer que as leis irreversíveis da natureza criada por Deus são por Ele respeitadas, pois se o não fossem, Deus estaria contra Si próprio, o que nunca se compreenderia. Reconhecem o bem e o mal como duas forças antagónicas presentes no ser humano, acrescidas de uma espécie de censura que faz sentir felicidade com a prática do bem e frustração com a prática do mal, pelo qual o remorso é o maior dos castigos. A inquietação sofrida leva as pessoas a sentirem-se insatisfeitas e revoltadas consigo mesmas, chegando muitas vezes a castigarem-se a si próprias das mais diversas formas.
Os católicos que o são de verdade e vida, reconhecem os seus inumeráveis desvarios, mas tentam a todo o custo confiar totalmente em Deus por, ainda assim, se saberem muito amados e queridos por ELE. E por amor, evitam a todo o custo magoar ESSE Deus que os ama, bem assim como ao próximo, a “transparência” de Deus que partilha com eles a vida.
A confiança que depositam em Deus despreocupa-os em relação a qualquer acontecimento futuro. Conscientes de que cada crença tem seu jeito de ver e viver a mesma realidade, tentam, também, aceitar e conviver com outras formas de viver a espiritualidade nos diversos caminhos que os homens vão percorrendo para se puderem encontrar cada vez mais e melhor consigo mesmos, com Deus e com a sociedade.
“O Milagre do Sol” do dia 13 de Outubro de 1917, lembrado na passada edição e que todos mais ou menos conhecemos, não está, realmente, no verdadeiro rodopiar nem no abaixamento do sol, mas no facto de que as pessoas que olharam o Sol naquele momento o viram todas da mesma maneira, como demonstra, inclusive, as fotos tiradas na ocasião. O Sol não pode ter saído do seu lugar, por isso o milagre foi, sem sombra alguma para dúvidas, a alucinação colectiva de tantos milhares de pessoas. Esse foi um verdadeiro e enormíssimo milagre da MÃE de Deus, mãe de Jesus e nossa mãe!
O “tende fé e sede bons” do artigo já referenciado, está totalmente explícito nos pedidos formulados por Nossa Senhora aos pastorinhos.
Todos, sem excepção, devíamos esforçar-nos por ter fé e ser bons, descobrindo, interiorizando e vivendo profundamente de acordo com o que acreditamos, sem criticar nada nem ninguém. Os caminhos que levam a Deus são inúmeros. É preciso olharmo-nos profundamente para escolhermos trilhar o que nos parecer melhor… sendo quentes… ou então frios… porque os mornos serão sempre abomináveis!
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Publicadono "Notícias de Cambra"
domingo, 27 de junho de 2010
Loucuras da vida

O mês dos Santos Populares, que traz saudades para os mais velhos e aventuras para os mais novos, para mim trouxe o desejo de partilhar uma das minhas loucuras… que pode parecer estupidez… mas é uma tentativa de evitar que outros façam o que eu fiz.
Impressionam-me por demais as pessoas queixinhas, sempre muito doentinhas e a caminhar para os médicos… e decidi para mim mesma que eu nunca seria assim.
Gosto imenso e tenho um carinho muito especial pelo meu médico e guardo bem no fundo do coração o quanto me tem ajudado e os cuidados que tem tido comigo, do que lhe estou imensamente grata, mas não gosto nada de andar atrás dele!
Faz tempo que vinha sentindo as minhas pernas muito esquisitas… algumas vezes inchadas… e cada vez mais escuras e endurecidas.
Os meus familiares e alguns amigos sugeriam-me que fosse ao médico, mas eu resistia dizendo que estava bem… e para mim estava, pois o mal estar que eu sentia ia-o atribuindo à idade que já vai sendo alguma… e ia-me deixando andar, de calças e saias compridas para ninguém me chatear por causa das pernas.
Num dia em que vesti saia mais curta, uma minha sobrinha não gostou nada das pernas e desinquietou a mãe e a tia que me encheram a cabeça tanto que eu acabei por mostrá-las a uma amiga enfermeira a quem prometi ir logo ao médico… e muito contrariada, mas lá fui.
Com a maior das calmas, o médico disse-me que eu estava muito mal… e foi-me alertando para o risco que corria. Receitou-me uns medicamentos… e senti de imediato melhoras consideráveis, que tive de lhe transmitir.
Depois de fazer os exames requeridos voltei lá a mostrá-los e a dizer-lhe muito firmemente: - Senhor Doutor, não há mortes repentinas, pois não? Eu andava a morrer e não sabia? Mediante as melhoras é que eu vejo como andava, Senhor Doutor!
Ao que ele, muito sério, respondeu: - Claro que há mortes repentinas, minha senhora… mas só nos acidentes, sabe… porque fora de acidentes… há pessoas que se deixam andar… assim… e são colhidas repentinamente pela morte.
Mediante o que observou atentamente, receitou ainda mais dois tipos de medicamentos… e eu continuo a sentir-me cada vez melhor!
Ora, com tudo isto… ser queixinhas, não devemos ser… mas descuidados ou descuidadas… também não!
Só dá valor à saúde quem a perde… e tem a ventura de a recuperar. É muito bom ser saudável! Cuidar da saúde, é um dos nossos maiores deveres, deveres que os médicos nos ajudarão a cumprir! O sistema de saúde, isso é uma outra coisa. Há quem diga que está muito bom… mas não sei se estará tanto assim! Que temos muito bons médicos, enfermeiros, especialistas, farmacêuticos… lá isso temos, bem-haja!
Que eles nos protejam, e que Deus os ajude, e a nós também!
Hermínia Nadais
Publicada no "Notícias de Cambra"
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Diz-me… com quem andas…

“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és!”
Esta frase era repetida inúmeras vezes pelos meus pais, tios e avós, de boa memória, principalmente na minha mocidade, quando eu mostrava vontade de acompanhar com alguém que não fosse de sua inteira confiança.
Fui interiorizando o que ouvia e fugindo, com as mais astuciosas desculpas, das pessoas que eles desaprovavam, atitudes que me marcaram de tal forma que ainda hoje, quando me surge uma nova amizade, esta frase, como por encanto, me aflora de imediato à mente e acaba por me desviar de muitas confusões.
A frase continua tão verdadeira no hoje como o foi no ontem. Na idade do crescimento e seguimento de ídolos em que é natural as pessoas deixarem-se arrastar facilmente, urge atender aos valores reais do grupo em que estivermos inseridos, pois na idade madura, uma vez adquirido um conhecimento capaz, um querer constante e uma vontade firme, torna-se mais difícil desviarem-nos da meta que tivermos definido.
Cada pessoa é senhora de si e deve ter a liberdade de escolher e enveredar pelo caminho que julgue mais conveniente… mas sem se isolar das demais, pois o isolamento não faz bem a ninguém.
A vida em grupo faz parte do nosso “ser” humanos que são “seres sociais” por excelência.
Somos parte integrante dos agrupamentos naturais em que nos movimentamos: família, lugar, freguesia, concelho, país; e formamos grupos de pessoas no ambiente de trabalho, de amizades, de aprendizagens, de distracções, de interesses socioculturais; somos grupo de… grupo com… grupo para…
Juntamo-nos a um qualquer grupo de pessoas pelos valores, interesses e objectivos que nos apresenta, e desse modo, o comportamento do grupo continuará a definir-nos. Numa comunhão recíproca, devemos fazer tudo para que o grupo seja bom e as pessoas responsáveis, amigas, fortes e coesas.
É no pequeno grupo que teremos a coragem e o à vontade para partilhar vida, haveres e opiniões, e para trocar a crítica pela correcção fraterna, condição indispensável para que todos os membros do grupo possam crescer, mediante as qualidades inerentes a cada pessoa e cada pessoa dentro das suas próprias possibilidades.
Os adultos maduros e responsáveis só poderão deixar-se orientar pelo grupo se o grupo onde se quiserem inserir, livremente, na corresponsabilidade e verdade, lhe oferecer maior possibilidade de crescimento.
Viver em grupo tem regras que têm de ser escrupulosamente cumpridas. Não adianta falar mal de nada nem de ninguém! É urgente, sim, olharmo-nos tal qual somos de modo a averiguar se estamos ou não a proceder da melhor forma dentro dos nossos grupos, porque os actos isolados serão sempre provenientes de vivências de grupo… e por sua vez, as vivências de grupo expressar-se-ão sempre nos pequenos actos isolados de cada um dos seus membros.
Então, sejamos muito cautelosos tanto dentro dos nossos grupos naturais como na escolha acertada dos grupos onde nos vamos inserir, pois o “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, muito embora não tenha o mesmo peso na adolescência ou idade adulta, pesará sempre muito no nosso comportamento, pois o exemplo arrasta.
Hermínia Nadais
publicada no "Notícias de Cambra"
terça-feira, 1 de junho de 2010
Fátima, factos e reflexões

“Porto, 11 de Maio de 1917 Srs. Redactores:
Foi participado pelos Espíritos a diversos grupos espíritas, que no dia 13 do corrente há-de dar-se um facto, a respeito da guerra, que impressionará fortemente toda a gente.
Tenho a honra de me subscrever Espírita e dedicado propagandista da Verdade. ANTÓNIO.”
Esta notícia foi publicada em “O Primeiro de Janeiro” e uma outra, de teor semelhante, foi-o em “O Jornal do Comércio”, de Lisboa e entretanto desaparecido, em data também anterior ao acontecimento.
Tal como os jornais, também as comunicações psicografadas podem ser consultadas, tendo uma delas a particularidade de ter sido escrita da direita para a esquerda. Nesta, datada de 7 de Março, pode ler-se: “A data de 13 de Maio será de grande alegria para os bons espíritas de todo o mundo. Tende fé e sede bons.”
Portanto: os acontecimentos de 1917, em Fátima, são fenómenos mediúnicos já devidamente estudados e catalogados e pertença da humanidade.
Vidência e audiência
A mediunidade é uma faculdade orgânica comum a todos, variando apenas o grau de ostensividade. A vidência e a audiência são dois dos aspectos da mediunidade que, dada a quantidade com que se manifestam, sobretudo a vidência, nada têm de extraordinário. Em tese, todos os que estamos no corpo podemos ver e ouvir os espíritos e em tese também todos os espíritos podem ser vistos e ouvidos, embora saibamos que tal não acontece devido às díspares frequências vibratórias. Os estudos já efectuados sobre esta faculdade, notadamente os estudos sobre a pineal, dão validade científica a esta tese.
O “milagre” do Sol
Não oferecendo qualquer dúvida de que o movimento regular do Sol não é visto e de que, em absoluto, não podia ter tido aquele movimento irregular e estarmos aqui para o contar, outra explicação terá de haver. O conhecimento da psicologia de massas, nomeadamente aquela que a doutrina espírita oferece, explica-o de modo racional e torna entendíveis fenómenos como os de obsessões e alucinações colectivas. Poder-se-á levar em conta também para que tantos tenham visto o pretenso milagre do Sol a vertente da mediunidade que dá pelo nome de efeitos físicos.
A. Pinho da Silva
Licenciado em Filosofia
antoninusaugustus@hotmail.com
A trabalhar na rubrica em parceria com a Direcção/Redacção do jornal:
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
segunda-feira, 24 de maio de 2010
UM POUQUINHO DE NÓS!

Falar de espiritualidade pode não ser compreensível para a maior parte das pessoas, uma vez que a maior parte das pessoas não vêem a espiritualidade como parte integrante de si mesmas, e por isso, de imediato, ligam o termo a algo de sobrenatural que, ou é favorável e ajuda, ou é desfavorável e estraga tudo, coloca a vida do avesso, de pernas para o ar.
Tendo em atenção estas e outras atitudes que estão muito vulgarizadas, vamos preparar-nos para podermos falar compreensivelmente sobre espiritualidade com uma pequena e muito rudimentar introdução em que vamos tentar analisar-nos a nós mesmos, assim, tal qual nos vemos, tendo em atenção a nossa realidade intrinsecamente temporal. Poderá até parecer uma brincadeira, mas com o tempo veremos que não é.
Então, quem somos nós? Somos… a Maria, o Manel, o Tono, o Quim… que nos apresentamos com um corpo… um corpo alto, baixo, magro, gordo, claro, escuro, com uns contornos muito bem alinhados ou trabalhados um pouco à pressa… com olhos castanhos, azuis, pretos… cabelos fortes, fracos, lisos, encaracolados, eriçados, encarapinhados e castanhos, louros, grisalhos… com pernas altas, baixas, gordas, esguias, mal chambradas ou esbeltas… dedos grossos, finos, compridos, curtos, com unhas muito bem ajeitadinhas ou mal cavacadas… queixo com covinha ou sem ela, orelhas pequeninas ou orelhudas, nariz bicudo ou achatado… pés de quarenta e quatro ou trinta e cinco… e é assim que nos vemos quando nos olhamos ao espelho e que as pessoas com quem convivemos nos vêem e nos conhecem, porque, de facto, somos assim. E cada um de nós é como é, e se não se assume, assim, tal como é, é porque em si algo não está bem.
Quer queiramos ou não, não podemos fugir desta realidade. O nosso corpo, com tudo quanto o compõe, quer gostemos e apreciemos, quer não, é o nosso bilhete de identidade social, é por ele que nos conhecemos e somos conhecidos e conhecidas.
E não dizemos vai ali o espírito da Maria… do Manel… do Tono… do Quim… mas vai ali a Maria, o Manel, o Tono ou o Quim, pois é o corpo que identifica a cada um de nós porque é com ele que marcamos a nossa estadia neste mundo.
E antes de começarmos a falar no algo mais que pertence intimamente a esse corpo, podemos ainda continuar a ver as inumeráveis formas como ele se poderá apresentar publicamente, ou melhor dizendo, como é que nós nos poderemos mostrar publicamente através desse corpo, pois ele, o nosso corpo, pode apresentar-se de muitas maneiras, esta é mais uma realidade que temos que aceitar.
Somos cidadãos do mundo, nascidos num qualquer país de um dos seus continentes… num determinado lugar, cidade ou aldeia… numa família pequena ou grande… rica ou pobre, bem ou mal formada… que é sempre uma ínfima parcela de uma sociedade!
E… por hoje… acho que é melhor ficarmos por aqui… a pensar na maravilha da nossa querida família e também da sociedade que a acolhe! E para que o nosso meio envolvente comece a ser bem melhor, vamos ser muito positivos olhando mais atenta e profundamente as coisas boas que dele podemos tirar.
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
(Publicado no "Notícias de Cambra")
domingo, 9 de maio de 2010
As voltas que o mundo dá!

Que o mundo anda às voltas toda a gente sabe, e ainda bem que anda às voltas, pois se não fossem as voltas do mundo a noite seria sempre noite e o dia sempre dia, o calor sempre calor e o frio sempre frio. O mundo anda às voltas… claro que anda, anda às voltas giratórias… porque além destas voltas sempre iguais… quem dá as voltas não é o mundo, somos nós! Nós é que damos voltas… e voltinhas... na vida deste mundo onde nada é definitivo e a única certeza que temos depois do nascimento é a morte, morte que, nos últimos tempos, não se tem cansado de retirar da nossa companhia um sem número de amigos que continuarão para sempre indelevelmente marcados e carinhosamente guardados bem no fundo do nosso coração.
Dói muito ver as pessoas partir tão precocemente, claro que dói… mas dói ainda muito mais ver os nossos amigos e amigas a sentirem a dor amarguíssima da separação e a profunda aridez da saudade, saudade a que as voltas que damos no mundo acabam por nos habituar… a viver com o que temos. E neste viver, damos voltas à cabeça para descobrirmos a melhor forma de organizarmos a vida de modo a que se desenrole dentro da normalidade com fé, esperança, amor, calma e moderação. Precisamos também de dar voltas à memória para recordar o legado que esses entes queridos nos deixaram: as palavras, os gestos, as atitudes… e daí concluiremos que o mundo, se por um lado fica sempre mais pobre quando alguém parte porque o trabalho e presença desse alguém não mais o vai ajudar a crescer, mas mais rico porque, na ausência da pessoa, vemos mais claramente e interiorizamos mais capazmente as suas qualidades, que nos podem servir de exemplo e de normas de vida o que, consequentemente, nos pode servir de enriquecimento e crescimento global.
Cada pessoa é única e irrepetível, pelo que, depois de passar pelas voltinhas deste mundo, o mundo nunca mais será como dantes, porque toda a sua vida o tornará diferente, se para pior ou para melhor… a escolha é pessoal e intransmissível, urge saber e ter coragem de a fazer.
Assim sendo, neste tempo conturbado, olhemo-nos interior e exteriormente para nos conhecermos tal qual somos e perguntarmos a nós mesmos se estamos a ser, na verdade, pessoas coerentes, realizadas e capazes.
É preciso aprender a dar voltas ao coração para que o nosso amor total seja mais sincero e abrangente; a dar voltas à carteira para que o dinheiro nos chegue para as despesas do dia a dia e não nos desampare nos imprevistos do mês; a dar voltas ao meio ambiente para cuidarmos melhor das plantas e dos animais e tornarmos o mundo mais belo; a dar voltas à nossa solidariedade para partilharmos o que nos sobra com quem pouco ou nada tem; a dar voltas à nossa sensibilidade para nos alegrarmos com quem está alegre e nos entristecermos com quem está triste; a dar voltas à nossa pacatez para nos inquietarmos em tentar melhorar tudo o que nos rodeia e não dá ao mundo uma mútua aceitação, compreensão, tranquilidade, serenidade, paz e amor. Sejamos corajosos e decididos, pois só assim seremos os verdadeiros homens e mulheres de que o mundo necessita.
Hermínia Nadais
A publicar no "Notícias de cambra"
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Um resposta convincente!...
Desejo, antes de mais, felicitar a Hermínia pelo excelente texto “Começo… dos começos”. E é excelente não por estar bem escrito (mas também), sobretudo porque traduz o sentir de alguém que se encontra “livre de pressões exteriores” e “preconceitos internos”.
Seria desejável que esta postura, onde sem dúvida se ajusta a “coerência entre as palavras e atitudes” (peço-lhe, Hermínia, desculpa por a citar, mas é para que entenda o quanto subscrevo o que escreveu) se estendesse em generalidade; porém – e agora socorro-me da alegoria da caverna, de Platão – ainda não todos saíram da caverna para entender que a verdade não é as sombras que se projectam nas paredes, mas a luz que faz com que sombras sejam projectadas.
Quem habitualmente lê este jornal e está atento, poderá lembrar-se que uma vez estivemos, eu e a Hermínia, em contradita nestas páginas e agora estranhará. Saiba-se que nem eu virei católico nem a Hermínia virou espírita; sucede que quando se respeita o outro no que ele é e acredita, as diferenças são dirimidas com argumentos serenos e não com gritos e anátemas. Daí a possibilidade do diálogo, da ponte, da amizade.
O diálogo inter-religioso é realmente possível. Sendo Deus único, tem necessariamente de ser o mesmo para todos; e os seus atributos não permitem posse, logo, não é mais de uns do que de outros. Mais que pertencermos a uma determinada religião, que é algo que se estrutura no exterior do ser, importa sermos religiosos, que é aquele sentido íntimo de ligação a Deus (chame-se-lhe porventura um qualquer outro nome) e se traduz no amar o próximo como a si mesmo. Esta vivência aproxima-nos de todos e de cada um e, como diz e bem a Hermínia, faz com que nos sintamos bem entre diferentes, porque estamos de bem connosco mesmos. Acrescento que a ligação que se estabelece entre o mesmo e o diferente é tal qual a que pela alteridade se estabelece entre o próprio e o outro: esta a relação perfeita que se acha estabelecida entre Deus e Jesus, os quais não sendo embora o mesmo, estão efectivamente unados (tal como os demais e inúmeros Cristos estão).
Como bom seria também que estivéssemos unidos, não tanto nem prioritariamente na filosofia, mas principalmente na prática da caridade, como Paulo de Tarso a define, e fora da qual não há salvação.
Um abraço para si, Hermínia, e para todos quantos o aceitem de “carinho, compreensão, paz”.
A. Pinho da Silva
“Ama… e faz o que quiseres!”
Depois deste maravilhoso texto do António Augusto, o amigão que com a sua coragem, valentia e coerência me ajudou a ser muito do que hoje sou, tenho a dizer que, por mais que me custe pelos inúmeros adjectivos com que me qualifica, o subscrevo na íntegra, pois se o não subscrevesse seria mentirosa.
É um texto bem curto mas de uma dimensão tão grande que cada parágrafo é um livro.
Gostaria de chamar a atenção, sobremaneira, para algumas das suas frases. É preciso, de facto, com a maior urgência possível, que busquemos a verdade, não nas sombras que nos parece que os nossos olhos vêem, mas no verdadeiro sentir dos nossos corações a que, muitas vezes, as palavras e expressões não conseguem dar voz.
Que cada um de nós, viva como viver, tente, a todo o custo, ser, realmente, luz para os demais.
Nesta rubrica sobre espiritualidade, cuja realidade, por mais dissecada que seja, nunca se esgotará, eu queria que todos os que conseguíssemos ter a coragem de nela participar, e que espero sejam muitos e muitas, interiorizássemos nas nossas vivências, ininterruptamente, a célebre frase de Santo Agostinho que, sendo curtíssima, perfaz toda a liberdade e realização de qualquer Ser Humano: “Ama… e faz o que quiseres!”
Quem ama não magoa, muito pelo contrário, faz tudo pela pessoa amada!... Quantas atitudes menos boas seriam mudadas… na face desta bendita terra… se todos conseguíssemos, de facto, amar verdadeiramente!
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Textos publicados no Notícias de Cambra, rubrica Espiritualidade
Seria desejável que esta postura, onde sem dúvida se ajusta a “coerência entre as palavras e atitudes” (peço-lhe, Hermínia, desculpa por a citar, mas é para que entenda o quanto subscrevo o que escreveu) se estendesse em generalidade; porém – e agora socorro-me da alegoria da caverna, de Platão – ainda não todos saíram da caverna para entender que a verdade não é as sombras que se projectam nas paredes, mas a luz que faz com que sombras sejam projectadas.
Quem habitualmente lê este jornal e está atento, poderá lembrar-se que uma vez estivemos, eu e a Hermínia, em contradita nestas páginas e agora estranhará. Saiba-se que nem eu virei católico nem a Hermínia virou espírita; sucede que quando se respeita o outro no que ele é e acredita, as diferenças são dirimidas com argumentos serenos e não com gritos e anátemas. Daí a possibilidade do diálogo, da ponte, da amizade.
O diálogo inter-religioso é realmente possível. Sendo Deus único, tem necessariamente de ser o mesmo para todos; e os seus atributos não permitem posse, logo, não é mais de uns do que de outros. Mais que pertencermos a uma determinada religião, que é algo que se estrutura no exterior do ser, importa sermos religiosos, que é aquele sentido íntimo de ligação a Deus (chame-se-lhe porventura um qualquer outro nome) e se traduz no amar o próximo como a si mesmo. Esta vivência aproxima-nos de todos e de cada um e, como diz e bem a Hermínia, faz com que nos sintamos bem entre diferentes, porque estamos de bem connosco mesmos. Acrescento que a ligação que se estabelece entre o mesmo e o diferente é tal qual a que pela alteridade se estabelece entre o próprio e o outro: esta a relação perfeita que se acha estabelecida entre Deus e Jesus, os quais não sendo embora o mesmo, estão efectivamente unados (tal como os demais e inúmeros Cristos estão).
Como bom seria também que estivéssemos unidos, não tanto nem prioritariamente na filosofia, mas principalmente na prática da caridade, como Paulo de Tarso a define, e fora da qual não há salvação.
Um abraço para si, Hermínia, e para todos quantos o aceitem de “carinho, compreensão, paz”.
A. Pinho da Silva
“Ama… e faz o que quiseres!”
Depois deste maravilhoso texto do António Augusto, o amigão que com a sua coragem, valentia e coerência me ajudou a ser muito do que hoje sou, tenho a dizer que, por mais que me custe pelos inúmeros adjectivos com que me qualifica, o subscrevo na íntegra, pois se o não subscrevesse seria mentirosa.
É um texto bem curto mas de uma dimensão tão grande que cada parágrafo é um livro.
Gostaria de chamar a atenção, sobremaneira, para algumas das suas frases. É preciso, de facto, com a maior urgência possível, que busquemos a verdade, não nas sombras que nos parece que os nossos olhos vêem, mas no verdadeiro sentir dos nossos corações a que, muitas vezes, as palavras e expressões não conseguem dar voz.
Que cada um de nós, viva como viver, tente, a todo o custo, ser, realmente, luz para os demais.
Nesta rubrica sobre espiritualidade, cuja realidade, por mais dissecada que seja, nunca se esgotará, eu queria que todos os que conseguíssemos ter a coragem de nela participar, e que espero sejam muitos e muitas, interiorizássemos nas nossas vivências, ininterruptamente, a célebre frase de Santo Agostinho que, sendo curtíssima, perfaz toda a liberdade e realização de qualquer Ser Humano: “Ama… e faz o que quiseres!”
Quem ama não magoa, muito pelo contrário, faz tudo pela pessoa amada!... Quantas atitudes menos boas seriam mudadas… na face desta bendita terra… se todos conseguíssemos, de facto, amar verdadeiramente!
Hermínia Nadais
http://textosdaescoladavida.blogspot.com
Textos publicados no Notícias de Cambra, rubrica Espiritualidade
